Paulo Novais / Lusa

Pedro Dias, suspeito de um duplo homicídio em Aguiar da Beira

Pedro Dias, suspeito de ter morto um militar da GNR e outro homem a tiro em Aguiar da Beira, vai começar a ser julgado em janeiro por um crime de furto, no Tribunal de São Pedro do Sul.

A notícia é divulgada pelo Correio da Manhã, que adianta que os factos remontam a 24 de janeiro de 2012, altura em que Pedro Dias terá roubado duas chapas de matrícula de um automóvel ligeiro, para aplicar no seu veículo.

“Com receio de que pudessem vir a usar as matrículas noutro carro para fins criminosos“, a lesada terá apresentado queixa na GNR, contra desconhecidos, na manhã após o roubo.

As duas chapas de matrícula só foram encontradas em novembro de 2014, numa das quintas de Pedro Dias – no âmbito de outra investigação sobre furto de aves.

Na sequência da investigação, a GNR encontrou mais de meia centena de animais de espécies protegidas e autóctones, incluindo um primata, na Quinta dos Guardais, em Várzea, Arouca.

Foram ainda apreendidas duas caçadeiras de canos serrados, várias munições, ferramentas, sinais de trânsito e as matrículas que teriam desaparecido em São Pedro do Sul.

Depois de ter sido constituído arguido e interrogado pela GNR, no dia 6 de outubro de 2015, Pedro Dias disse “nunca ter visto as matrículas” na sua vida e que há mais de 4 anos que não se deslocava à quinta com frequência – mas a informação foi desmentida pelo caseiro.

O suspeito está também a ser investigado por um roubo de obras de arte que ocorreu há quatro anos, no Alentejo.

Pedro Dias entregou-se à polícia a 8 de Novembro, depois de ter passado um mês em fuga por ser suspeito de dois homicídios e de ter deixado uma mulher e outro guarda a lutar pela vida, em Aguiar da Beira, no distrito da Guarda.

Neste momento, Pedro Dias está em prisão preventiva na cadeia de alta segurança de Monsanto, em Lisboa.

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