O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa

O PCP é o partido mais rico em Portugal, tendo no banco mais de três milhões de euros, montante superior às poupanças detidas por PS, PSD, CDS, Verdes e PAN.

Os números são avançados esta segunda-feira pelo Correio da Manhã, tendo por base o resultados das contas anuais apresentadas pelos partidos na Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP) relativas a 2018.

Analisando os valores, o PCP mostra uma liquidez muito superior a todos os outros partidos, situação que pode ser justificada pela festa do Avante – só no ano passado, a festa dos comunistas totalizou os 2,9 milhões de euros, mais 3,6% do que os 2,8 milhões contabilizados no ano anterior.

PSD e Bloco são os partidos que mais se aproximam dos comunistas, totalizando no saldo bancário 2,24 milhões e 1,55 milhões, respetivamente.

No que respeita a dívidas, destaca-se o PS que soma uma dívida de 20,53 milhões – endividamento superior à dívida somada do PSD, BE, PCP, CDS, Verdes e PAN (14,41 milhões).

De acordo com os números, PS e o CDS estão em falência técnica, uma vez que o valor dos passivos é superior ao ativo: os socialistas têm um buraco superior a 4,5 milhões e os centristas têm um défice de 456 mil euros, escreve o matutino.

Com o ativo nos 15,99 milhões, o PS tem um buraco de 4,53 milhões, ligeiramente inferior aos 4,99 milhões de 2017, observa o Correio da Manhã. As contas indicam também que os socialistas registaram um lucro superior a 264 mil euros.

Em declarações ao jornal, o diretor-geral do PS, Luís Patrão, que a situação não é preocupante dado que “o mais importante é o facto de o partido ter vindo a reduzir de forma sustentada o seu passivo nos últimos anos”, o que “dá maior tranquilidade”.

“Tem sido feito um esforço de redução dos gastos gerais e dos gastos com campanhas”, frisa Luís Patrão, dando conta que o partido está a cumprir com o plano de pagamentos.

Também os centristas apresentam contas frágeis: partido de Assunção Cristas tem ativos de 613 mil euros e um passivo de 1,07 milhões, pelo que o buraco nas contas é de 456 mil euros. O secretário-geral do CDS, Pedro Morais Soares, disse, ao CM, que o partido tem vindo a reduzir custos: “E em 2018 tivemos, pela primeira vez, um resultado positivo. Estamos a baixar a nossa dívida”, apontou.

PSD e PCP destacam-se por terem contas mais equilibradas: os sociais-democratas têm bens no valor de 29,8 milhões e uma dívida de 9,76 milhões, ou seja, têm um saldo positivo superior a 20 milhões. Por sua vez, o PCP conta com bens no ativo de 19,62 milhões e uma dívida de 2,5 milhões.

Contudo, os sociais-democratas apresentaram um lucro superior a 767 mil euros, mas o PCP apresentou um prejuízo de 825 mil. Entre os outros partidos, o Bloco tem uma situação financeira equilibrada e depósitos no valor de 1,55 milhões de euros.

Em conjunto, os partidos com assento na Assembleia da República têm uma dívida total de 34,94 milhões de euros, segundo as contas anuais apresentadas ECFP.

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