No início desta semana, Paulo Pedroso, ex-ministro do Trabalho e da Solidariedade, disse que tinha saído do Partido Socialista (PS). Agora, de acordo com o jornal Público, o antigo porta-voz do PS saiu em rota de colisão com António Costa.

A razão que levou Paulo Pedroso a sair do PS foi o facto de a disponibilidade que manifestou ao secretário-geral, António Costa, para voltar à vida partidária não ter tido resposta.

De acordo com o jornal Público, Paulo Pedroso reuniu-se com o primeiro-ministro em 2019, encontro no qual o ex-ministro lhe explicou que tencionava voltar a Portugal e estava interessado em regressar à vida político-partidária. Nessa conversa, Pedroso disponibilizou-se para participar na vida do PS a vários níveis e envolver-se nas atividades e objetivos do partido.

Segundo o Público, Costa não recusou a oferta, deixando no ar a hipótese de que seria analisada a melhor forma de Pedroso regressar. Porém, os meses foram passando e Pedroso não teve respostas concretas.

Por outro lado, segundo Pedroso, a única colaboração que lhe foi pedida foi para o programa eleitoral. O ex-ministro deu contributos e fez comentários às versões iniciais do documento. No entanto, quando viu o programa final, não se reviu no texto.

Quando as listas de candidatos do PS à Assembleia da República foram divulgadas, o seu nome também não constava nelas. Além disso, não recebeu nenhuma solicitação nem foi sondado para outro lugar no ciclo político.

O antigo ministro acabou o sair do partido antes da legislativas, mas manteve o silêncio sobre esta decisão até segunda-feira. Ao afastar-se do PS, Pedroso optou por passar a fazer intervenção cívica e ser publicista no Diário de Notícias, mas esperou pelo resultado das eleições para escrever a primeira crónica.

Em declarações à agência Lusa, Paulo Pedroso disse, na segunda-feira, que deixou de ser militante do PS antes das eleições legislativas de outubro sem avançar as razões da saída.

Paulo Pedroso esteve no centro do Processo Casa Pia, mas foi ilibado e o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenou o Estado português a pagar-lhe mais de 68 mil euros no âmbito desse processo.

Atualmente, Pedroso é administrador nomeado pelo Governo português no Banco Mundial, cargo que deixará em fevereiro para voltar a dar aulas no departamento de Ciência Política e Políticas Públicas do ISCTE.

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