Rodrigo Gatinho / portugal.gov
Paulo Macedo, presidente da CGD
O ex-presidente do INEM, Paulo Campos, afirma que Paulo Macedo, quando era ministro da Saúde, o pressionou para que integrasse no instituto a irmã de Lalanda e Castro, que está a ser investigado por suspeitas de corrupção.
O Correio da Manhã avança que o ex-presidente do INEM acusou o antigo ministro da Saúde de “grandes pressões políticas”, afirmando à Polícia Judiciária que recebeu, em maio de 2014, ordens diretas do então ministro da Saúde Paulo Macedo para a reintegração de Helena Lalanda e Castro, irmã do ex-responsável da Octapharma, no INEM.
O CM descreve que a irmã de Lalanda e Castro trabalhava na Administração Regional de Saúde de Lisboa e queria voltar para o INEM, em particular para a direção logística, reintegração que Paulo Campos rejeitou.
De acordo com o CM, Paulo Campos, ex-presidente do INEM demitido no início de 2016 pelo atual ministro da Saúde, foi diretamente à Unidade de Combate à Corrupção da Judiciária denunciar à PJ as ordens diretas que terá recebido de Paulo Macedo mas também de Leal da Costa, o então secretário de Estado Adjunto. O caso pode configurar um crime de tráfico de influências.
A acusação surge no âmbito do caso “Máfia do Sangue”, onde Lalanda e Castro está a ser investigado por suspeitas de corrupção em concursos públicos que deram à sua empresa o monopólio da venda de plasma sanguíneo aos hospitais públicos portugueses.
Paulo Lalanda e Castro apresentou-se ontem ao juiz que acompanha a investigação em que está envolvido e continuará hoje a ser interrogado.
Este caso cruza-se com a Operação Marquês, onde nas conversas de José Sócrates – na altura consultor da Octapharma – com Paulo Lalanda e Castro que surgem nas escutas o ex-primeiro-ministro garante ao ex-responsável da Octapharma que foi assegurada a colocação de uma pessoa de confiança num lugar estratégico.
[sc name=”assina” by=”ZAP” ]
Os Devedores Bilionários da CGD ao ataque.
Paulo Macedo poderá ter a ideia de os fazer pagar as dívidas, e isso é coisa ruim para esta elite.
À que atacar desde já a credibilidade do Macedo!