Paula Brito e Costa, que se demitiu da presidência da Raríssimas, apresentou-se para trabalhar na instituição, esta quarta-feira de manhã, acompanhada do marido e de dois seguranças, para desconforto dos funcionários.
A TVI avança que Paula Brito e Costa chegou à Casa dos Marcos, a unidade de cuidados da Raríssimas e o seu projecto mais relevante, por volta das 9h30 da manhã, acompanhada do marido e de dois seguranças.
A ex-presidente demitiu-se do cargo na passada quinta-feira, depois de ter sido acusada de usar fundos da Instituição de Solidariedade Social para a compra de vestidos e outros bens pessoais, mas manteve o cargo de directora-geral. É nessa condição que se apresenta na Casa dos Marcos para trabalhar.
Mas a presença da ex-presidente na unidade está a causar incómodo entre os funcionários que se juntaram “à porta da instituição, em protesto”, avança a TVI. Entretanto, já voltaram para o interior da Casa dos Marcos, mas solicitaram aos restantes três elementos que constituem a direcção para tomarem uma posição.
Em declarações à SIC, uma funcionária da Casa dos Marcos refere que vai decorrer uma reunião, durante a parte da tarde, salientando que o desejo dos trabalhadores é que Paula Brito e Costa seja afastada.
Raríssimas pagou cursos da ex-presidente e do filho
O jornal i apurou que Paula Brito e Costa e o filho, César Brito da Costa, frequentaram cursos de formação na escola de negócios AESE que foram pagos pela Raríssimas.
O diário fala num custo global de mais de 50 mil euros, notando que esse dinheiro saiu dos cofres da Raríssimas e também da Federação das Doenças Raras (FEDRA), que era igualmente presidida por Paula Brito e Costa.
A AESE é a primeira Business School em Portugal, sendo uma das mais conceituadas escolas de gestão e negócios do país.
Nem Paula Brito e Costa, nem o filho possuem licenciaturas, refere ainda o i.
Santa Casa financiou Raríssimas com 500 mil euros
Depois de Vieira da Silva, ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, ter dito no Parlamento, que nem só a Segurança Social tinha financiado a Raríssimas, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) confirma ao Público que cedeu 500 mil euros à instituição.
Este valor terá sido destinado à construção da Casa dos Marcos por via de um protocolo assinado em 2008. O pagamento terá sido feito “em três tranches, a última das quais a saldar quando a Casa dos Marcos estivesse construída, mas que foi antecipada em 2013 porque a Raríssimas precisava de dinheiro para terminar a construção”, relata o jornal.
Um financiamento que a fonte da SCML contactada pelo jornal refere não ter nada de anormal. “É importante referir que a SCML celebra anualmente diversos protocolos de colaboração nas várias vertentes onde actua”, refere a fonte, notando que nem se trata do apoio financeiro mais elevado concedido pela Santa Casa.
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Mais uma vez se nota a "classe" desta "senhora"!...