O socialista Ascenso Simões, ex-director de campanha de António Costa, garante que Passos Coelho já não está a pensar em voltar ao governo, mas antes em chegar à presidência da Câmara de Lisboa, visando o “poleiro” de Belém. 

Num artigo de opinião publicado no site do órgão oficial de informação do PS, o Acção Socialista, Ascenso Simões considera que “o PSD está em banho-maria, resultado da incapacidade estratégica da sua direcção e da ausência de futuro do seu líder”.

Assim, o ex-director de campanha de António Costa vaticina que “na cabeça de Pedro Passos e do seu universo já não estará a liderança do governo, estará sim uma candidatura à edilidade da capital que se afirme, a prazo, como uma rampa de lançamento para Belém”.

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Ascenso Simões, director da campanha dos PS nas Legislativas 2015

Uma teoria que Ascenso Simões assume poder ser “desfocada” e até “uma adjectivação alucinada”, mas que diz também ser um cenário que é preciso colocar e avaliar, entendendo que a grande meta e a próxima grande prova do PSD e de Passos são as eleições autárquicas de 2017

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Neste texto intitulado “Será um funeral ou uma bifurcação?”, o socialista fala do congresso do PSD que arranca nesta sexta-feira e diz que Passos ocupa, como líder do partido, o “lugar do morto” à “espera até ao dia em que o actual governo tropece”.

“Marcelo não animará porque se fez presidente; Santana não animará, porque se fez provedor; Barroso não animará, porque se fez desnecessidade; Mendes não animará, porque se fez comentador; Menezes não animará, porque se fez fantasma; Cavaco não animará, porque se fez má memória”, escreve ainda Ascenso Simões em referência ao congresso dos sociais-democratas.

SV, ZAP