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Passos Coelho na Guarda, na II edição da Academia do Poder Local, organizada pelos Autarcas Social Democratas

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou esta sexta-feira, na Guarda, que tudo se encaminha para que o défice nacional possa ficar este ano abaixo dos 3% – e já explicou a Costa o que precisa de fazer.

“No que respeita à despesa, tudo se encaminha para que nós possamos ter um défice abaixo de 3%”, afirmou o ex-primeiro ministro.

Para atingir tal objetivo, explica, “basta manter o nível de esforço de despesa e ter o mesmo padrão de receita que até outubro foi observado, para que um défice inferior a 3% seja alcançado”.

Na sua intervenção, nas cerimónias oficiais dos 35 anos da morte do antigo primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro, o ex-primeiro-ministro referiu que “foram divulgados há poucos dias os dados da execução orçamental respeitantes ao mês de outubro”

Segundo os mesmos dados, diz Passos, “será difícil chegar à meta de 2,7% que estava inicialmente prevista, mas está perfeitamente ao alcance ter um défice claramente inferior a 3%”.

“Desde logo, como, de resto a UTAO ainda esta quinta-feira tornou público, a nossa despesa corrente primária continua a baixar”, acrescentou.

A Unidade Técnica de Apoio Orçamental, UTAO, estimou na quinta-feira que o défice das administrações públicas, em contas nacionais, tenha ficado nos 3,7% entre janeiro e setembro deste ano, um valor acima da meta do anterior Governo para a totalidade do ano.

O ex-primeiro-ministro lembrou também as palavras que disse a António Costa, o novo primeiro-ministro, quando lhe passou a “pasta”.

“Se quiser ter um défice abaixo de 3%, isso está ao seu alcance

, mas para o poder alcançar o senhor tem de se empenhar nisso”, disse Passos Coelho.

“Eu, se estivesse neste lugar de primeiro-ministro, até ao final do ano teria de me empenhar nisso para ter um défice inferior a 3%”, acrescentou o ex-primeiro-ministro.

“Nunca teríamos alcançado as metas que alcançamos no passado se eu não me tivesse empenhado nisso”, disse Passos Coelho.

Pedro Passos Coelho acrescentou que, “na verdade”, o país “ainda tem reserva para acomodar despesa até ao final do ano”.

“Nós temos uma chamada dotação previsional que vale cerca de 530 milhões de euros ao longo do ano”, disse.

“É importante dizer que o que está disponível de reserva para o mês de dezembro é mais do que um duodécimo desse valor”, justificou Passos Coelho.

Passos explica que os duodécimos da dotação previsional “representariam cerca de 44 milhões de euros” e que o seu Governo deixou lá “perto de 62 milhões de euros”.

Portanto, está tudo bem. Desde que o Governo esteja empenhado, do lado da despesa, em ter um défice inferior a 3% poderá tê-lo”, afirmou.

O presidente do PSD considerou ainda que “só uma grande surpresa do lado da atividade económica neste último mês, do lado da receita fiscal, poderia trazer um problema para este objetivo”.

ZAP