Pedro Passos Coelho convidou José Eduardo Moniz a encabeçar a lista do PSD à Câmara Municipal de Lisboa, e aguarda agora uma resposta.
A informação foi avançada esta noite por Luís Marques Mendes, durante o seu habitual espaço de comentário no Jornal da Noite da SIC.
Segundo o comentador e ex-líder do PSD, o ex-director geral da TVI estará em período de reflexão. “Aparentemente, José Eduardo Moniz ou está em reflexão ou já disse que não, e não sei se é o segundo ou o terceiro a dizer que não”, acrescentou Marques Mendes.
A informação surge depois de este sábado o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, ter garantido que o partido terá uma candidatura própria à Câmara Municipal de Lisboa, e não apoiará a candidata e líder centrista Assunção Cristas.
“Em muitos municípios concorremos coligados com o CDS, há outros em que não houve coligação. É o caso de Lisboa é um município onde não há coligação e o PSD não deixará de apresentar a sua candidatura à capital de distrito”, afirmou Passos Coelho.
O líder do PSD lembrou que apesar da “relação preferencial com o CDS” a candidatura de Assunção Cristas não nasceu de um entendimento com o PSD, pelo que também este partido terá candidato próprio.
A este propósito, Luís Marques Mendes acha “curioso, numa altura em que uma sondagem aponta que a maioria dos inquiridos do PSD preferia uma coligação” que o partido avance com uma candidatura própria” – principalmente depois de uma sondagem “ter dado a Fernando Medina mais de 50% dos votos, ou seja, uma confortável maioria absoluta”.
Nesta matéria, diz Marques Mendes, o PSD “demora, demora, demora” e tem “passado a vida aos ziguezagues”.
Críticas à posição sobre a TSU
Marques Mendes criticou igualmente o actual presidente do PSD por ter dito que o partido não apoiaria uma descida temporária da TSU, conforme foi acordado entre o Governo e os parceiros socais como contrapartida do aumento do Salário Mínimo Nacional para 557 euros mensais.
“A posição do PSD é incompreensível. É um monumental tiro no pé e vamos ver se não é provavelmente o maior erro de Passos Coelho desde que está na oposição”, disse o comentador, atirando que o partido liderado por Passos Coelho parece um catavento.
Para Luís Marques Mendes, o PSD “está a dar uma machadada na concertação social” e simultaneamente a “matar a história do PSD“, partido que historicamente defendeu boas relações com os parceiros sociais.
Além disso, realça Marques Mendes, Passos Coelho mostra uma “grande incoerência” porque “o PSD em 2012 defendeu uma descida da TSU”, e em 2015 assinou um acordo com a Concertação Social que permitiria aumentar o Salário Mínimo Nacional em troca de uma descida da TSU – posições “em tudo semelhantes ao acordo que agora rejeita”.
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