Walter Branco / Governo de Portugal
O Primeiro Ministro Pedro Passos Coelho
Entre 2003 e 2007, Pedro Passos Coelho foi alvo de cinco processos de execução fiscal por atrasos no IRS.
O Expresso teve acesso a documentos que comprovam os atrasos que o primeiro-ministro admitiu ter tido na entrega de declarações de IRS, no total de quase seis mil euros.
A publicação dá seguimento à questão colocada pelo Público ao primeiro-ministro ainda na segunda-feira, onde perguntava ao líder do PSD se “confirma ou desmente que entre 2002 e 2007 foi alvo de pelo menos cinco processos de contraordenação e de execução fiscal motivados pelo incumprimento das suas obrigações fiscais?”
O Público diz continuar sem resposta do gabinete de Passos Coelho, assim como o Expresso, que afirma ter colocado oito perguntas ao gabinete do primeiro-ministro, e o Diário de Notícias, que tinha pedido esclarecimentos sobre se o primeiro-ministro terá preenchido corretamente as suas declarações de IRS no período em que não pagou as contribuições à Segurança Social de 1999 a 2004.
Esta terça-feira, no discurso de encerramento das jornadas parlamentares do PSD, Passos Coelho tentou antecipar a polémica, admitindo ter sido questionado por um jornal sobre atrasos na entrega de declarações às Finanças.
“Podem crer que eu muitas vezes me atrasei”, adiantou Passos Coelho, admitindo que “muitas vezes na minha vida, ou me atrasei, ou entreguei na altura em o Estado me exigiu aquilo que era exigido”. “Nunca deixei de solver as minhas responsabilidades”, disse, rematando com “não tenho nenhuma dívida ao Fisco“.
“Faço questão de o dizer aqui hoje porque tive ainda ontem conhecimento de que há jornalistas e jornais que querem expor pormenores da minha vida fiscal com o propósito de mostrar que somos todos iguais”, afirmou na altura.
ZAP
Além de mentiroso compulsivo é caloteiro! Que vergonha!