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O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho

A dívida de Pedro Passos Coelho à Segurança Social seria, afinal, de 5.016 euros, e de 2.880 euros, montante que o primeiro-ministro pagou, já que não terão sido contabilizados todos os anos de incumprimento do governante.

De acordo com o Público, se Passos Coelho “quisesse pagar toda a dívida prescrita, teria pago 5.016 euros e não 2.880”. O jornal frisa que, acrescidos os juros de mora até Fevereiro de 2015, mês em que a dívida foi saldada, o primeiro-ministro teria que pagar mais de oito mil euros, em vez dos quatro mil que terá de facto pago à Segurança Social.

A Segurança Social aceitou o pagamento da dívida de Passos Coelho, apesar de já ter passado o período de prescrição da mesma, mas só terá contabilizado as verbas posteriores a 2002

, apesar de o incumprimento de Passos Coelho ter começado em 1999, de acordo com o Público.

O jornal sublinha que não há uma explicação aparente para este facto, fazendo referência à prescrição do prazo para pagamento, que ocorreu em 2009, e notando que a Segurança Social só terá comunicado a Passos Coelho os valores prescritos depois de 2007, faltando aqueles que prescreveram em 2004.

A dívida em causa refere-se ao período entre 1999 e 2004, altura em que Passos Coelho exerceu actividade como trabalhador independente. O período de prescrição das dívidas à Segurança Social é de cinco anos.

ZAP