O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, acusou hoje o Governo socialista de ter destruído em seis meses quase 60 mil empregos, numa avaliação feita ao desempenho do executivo com maioria parlamentar de esquerda.
O líder social-democrata afirmou que “só no último trimestre, entre janeiro e março, perderam-se 48 mil postos de trabalho” em Portugal.
“Se alargarmos este comparador até novembro do ano passado, data da tomada de posse do Governo PS, a destruição de emprego pode atingir quase 60 mil“, acrescentou, salientando que a promessa socialista era “criar 35 mil empregos ao longo do ano de 2016”.
O líder do PSD falava, em Mirandela, no distrito de Bragança num jantar com militantes e representantes da sociedade civil, no início da Jornada da Valorização do Território, que se prolonga até terça-feira, em Trás-os-Montes.
Para Passos Coelho, “não se pode falar da importância da valorização do território, se a estratégia que o país seguir for errada”.
Portugal “cresceu metade do que cresceu a União Europeia” de janeiro a março, realçou o líder social-democrata.
“Temos hoje a certeza de que por melhor que as coisas corram não conseguiremos ver a economia portuguesa crescer tanto como o ano passado”, afirmou.
Na opinião de Passos Coelho “a única coisa que se alterou foi a mudança do Governo
em Portugal” e desafia o PS e a maioria parlamentar de esquerda (BE e PCP) a, “em vez de fazer uma retórica para esconder esses resultados, que altere a estratégia para corrigir estes resultados”.“Era importante que os partidos todos da maioria se reunissem rapidamente para rever a sua estratégia. Que se reúnam os três partidos, olhem para os resultados que estão a ser atingidos e tirem conclusões“, desafiou.
Passos Coelho explicou que iniciativas como as Jornadas da Valorização do Território pretendem dar a conhecer ao país as medidas que o PSD propôs na Assembleia da República e que os partidos da maioria “decidiram reprovar sem qualquer discussão”.
As jornadas do presidente do PSD prosseguem, na segunda-feira, em Bragança e em Vila Real, com a visita a uma estação de tratamento de água numa aldeia de Bragança, e reuniões com a academia, vitivinicultores, agricultores e visita a uma empresa no distrito de Vila Real.
/Lusa
Este tipo é impagável! Mas atenção: cuidado com ele. É hábil a manipular e a mentir com o mesmo descaramento e desfaçatez com que governou o país à frente da sua pandilha de neoliberaizinnhos de trazer por casa.
O pior de tudo é que há quem vá atrás da conversa dele, encantados com aquela voz bem colocada e pose de "gravitas" com que aprendeu a disfarçar os podres e as contradições de meia dúzia ideias coladas a cuspo a propósito do país e da economia.
Cuidado com esta Europa, que deriva perigosamente para os penhascos da direita radical. Para os ricos tudo, para os pobres (de espírito) umas migalhinhas de xenofobia e intolerância, para se irem deleitando num ódiozinho que se quer a fermentar até às próximas eleições.