Yannis Kolesidis / EPA

Alexis Tsipras, primeiro-ministro da Grécia

O Parlamento grego aprovou esta noite, com ampla maioria e apesar das dissidências no Syriza, o segundo pacote de medidas acordado com os parceiros da zona euro.

A aprovação das medidas era um requisito prévio para poderem começar as negociações com os parceiros europeus para o terceiro resgate à Grécia, cujas condições o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, espera melhorar, foi acolhida com alegria pelos investidores.

A aprovação dos dois pacotes era condição essencial para que as instituições – Comissão Europeia (CE), Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) – acedessem a sentar-se à mesa para negociar um novo empréstimo, estimado em até 86 mil milhões de euros para os próximos três anos.

A proposta de lei foi aprovada com 230 votos a favor entre os 298 membros do parlamento presentes, após uma maratona de debate que se estendeu até cerca das duas da manhã desta quinta-feira e expôs as profundas divisões no seio do partido do governo.

Um grupo de 36 parlamentares do Syriza ou disse não ou se abstive de votar. O ex-ministro de Finanças Yanis Varoufakis

, que na votação do dia 15 de julho disse não ao primeiro pacote, apoiou as medidas desta vez, defendendo que as reformas são benéficas ao país.

O texto aprovado na madrugada, de mais de 900 páginas, contempla uma reforma do Código Civil para acelerar o sistema Judiciário, um sistema de proteção dos depósitos bancários e medidas para reforçar a liquidez dos bancos gregos.

Ao falar aos parlamentares durante a madrugada, Tsipras disse que o acordo salvará a Grécia da falência e preservará a posição do país na zona do euro. “Fizemos escolhas difíceis e agora temos que nos adaptar a esta situação”, afirmou, enfatizando que discorda de muitas das exigências dos credores internacionais, mas que as medidas são necessárias neste momento.

ZAP / Lusa