António Pedro Santos / Lusa
O vice-presidente do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques
O vice-presidente e porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques, vai ser o cabeça-de-lista pelo círculo de Lisboa do Partido Democrático Republicano (PDR), avança o Diário de Notícias.
De acordo com o diário, Pedro Pardal Henriques vai ser candidato a deputado pelo partido do também advogado Marinho e Pinto, que fundou a força partidária em 2014.
Por sua vez, e segundo apurou o DN, Marinho e Pinto será cabeça-de-lista no Porto.
“Não lhe posso dizer quem será ou não candidato. As listas ainda não estão definidas”, disse o líder do partido ao matutino, sem confirmar nem desmentir que Pardal Henriques seja o número um por Lisboa nas legislativas.
Pedro Pardal Henriques, recorde-se, conquistou notoriedade como porta-voz do SNMMP, um dos sindicatos que ameaça bloquear o país com uma greve por tempo indeterminado marcada para a próxima segunda-feira. O advogado é também membro da obediência maçónica portuguesa Grande Oriente Lusitano, integrando a loja Simpatia e União.
Em 2015, o PDR foi o partido mais votado entre os que não conseguiram eleger deputados. Obteve 61,6 mil votos (1,14%), na mesma eleição em que o PAN conseguiu eleger um deputado com 1,39% (cerca de 75 mil votos).
O jornal Público avança também esta quinta-feira que o conselho de deontologia de Lisboa da Ordem dos Advogados(OA) abriu uma averiguação preliminar a Pardal Henriques.
Em causa está uma queixa por burla, que poderá ou não ser transformada num processo disciplinar. A possibilidade das ligações do advogado ao mundo empresarial poderem ser incompatíveis com o exercício da advocacia têm suscitado alguma apreensão de colegas, tal como explica o matutino.
O vice do SNMMO só está inscrito na Ordem há dois anos, sendo sócio de de uma firma de mediação imobiliária desde 2007. Contudo, segundo o advogado, a empresa nunca funcionou. Pardal Henriques tem ainda participações noutras empresas de trabalho temporário assim como de consultoria de gestão e saúde.
Em 2011, revelou a TVI, o advogado foi sentenciado por insolvência culposa, ficando inibido de administrar os bens de sociedades comerciais ou civis, empresas públicas e cooperativas durante sete anos.
O Público tentou, sem sucesso, contactar Pardal Henriques.
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Aí está uma boa notícia! Vamos ver é se tem continuidade... Na verdade, "cheira-me" que este indíviduo não só não é o que parece, como procura protagonismo!