Alexei Druzhinin / Sputnik / Kremlin / EPA
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin
A pandemia do novo coronavírus continua a agravar-se na Rússia e o país é já o terceiro maior foco do mundo. Os planos de Putin a nível político ficaram comprometidos devido à pandemia.
A evolução do número de casos de covid-19 na Rússia não dá sinais de abrandar. Numa questão de poucos dias, a Rússia tornou-se no terceiro maior foco mundial do novo coronavírus, com mais de 250 mil casos confirmados. Apenas Estados Unidos e Espanha superam os números russos.
O mais preocupante na situação russa é o ritmo a que o número de infetados está a aumentar. Nos últimos tempos, a Rússia tem registado cerca de 10 mil novos casos a cada dia. Em contrapartida, registam-se apenas pouco mais de 2 mil mortes, embora muitos duvidem dos números oficiais.
No início desta semana, Vladimir Putin anunciou o levantamento gradual das medidas restritivas e o fim do pagamento dos dias em que os russos não podiam trabalhar. A Rússia está a preparar-se para regressar à normalidade, apesar do número de novos casos aumentar a um ritmo constante.
“O principal erro foi não terem fechado as fronteiras a tempo”, disse Anna Maksimova, uma cidadã russa ouvida pelo Expresso. “Todas as medidas que adotam são, na verdade, meias medidas”.
“Os desempregados não recebem subsídio. Apesar da insistência do Presidente, os subsídios de doença prometidos ainda não foram pagos. As pessoas não podem caminhar sozinhas nem praticar desporto no exterior, mas os construtores civis podem trabalhar nas obras e depois ir a lojas. Muitos deles vivem no mesmo espaço e não respeitam propriamente o distanciamento social. Andam em grupos e ninguém controla isso”, descreveu Maksimova.
O ucraniano Alexander Khrebet, editor da secção internacional do site zn.ua, diz que Putin está a fazer de “polícia bom”, empurrando para os governadores a decisão sobre quando reabrir a economia.
“Putin começou por demorar muito tempo a introduzir medidas restritivas, esperando levar a cabo uma votação nacional a emendas constitucionais que permitiram que se mantivesse no poder até 2036. Essa votação acabou por ser adiada. O Kremlin também teve de cancelar a parada militar de 9 de maio para assinalar o 75.º aniversário do fim da II Guerra Mundial. A pandemia estragou os planos de Putin”, explicou o jornalista.
Além disso, Xi Jinping e Emmanuel Macron, que deviam ter ido a Moscovo, acabaram por ver as suas visitas caírem por terra.
“Putin não anunciou um plano nacional para combater a pandemia, o que provocou grandes preocupações entre os russos. Os níveis de confiança no Presidente caíram para um valor histórico nos últimos 20 anos”, salientou Khrebet. “2020 poderia ser o início de uma nova década de Putin aos comandos, mas transformou-se num ano em que o seu poder poderá ser minado”.
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Pelos vistos o homem está mais preocupado com a eternização do seu reinado do que propriamente o veneno vindo dos camaradas do lado que vai limpando o sebo aos seus compatriotas, ainda terá que se consultar com o camarada Kim-Jon-un, que pelos vistos tem um paraíso numa ilha no seu país especial para ele e não consta até agora que cidadãos seus tenham morrido com o mal vindo do vizinho chinoca, possivelmente um comunismo mais sofisticado e inviolável!