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Jerusalém, Israel

Os países da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) acordaram reconhecer Jerusalém Oriental como a capital da Palestina e convidaram as outras nações a fazer o mesmo, em resposta à decisão dos EUA de declarar Jerusalém como a capital de Israel.

“Declaramos Jerusalém Oriental como capital do Estado da Palestina e convidamos todos os países a reconhecer o Estado da Palestina com Jerusalém Oriental como sua capital ocupada”, indica a minuta da declaração preparada em Istambul por esta organização, formada por 57 países de maioria muçulmana.

A OCI inclui desde a sua fundação em 1969 a Palestina como membro pleno, com capital em Jerusalém.

O documento, apresentado pelos “reis, chefes de Estado e de Governo dos Estados membros da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI)”, mostra em 23 pontos a postura do mundo muçulmano perante a decisão dos EUA.

Nesse texto, a OCI “rejeita e condena nos mais fortes termos” o que chama de “decisão unilateral” de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, à qual se refere como “força de ocupação”.

Os países muçulmanos qualificam o anúncio de Washington de nulo e carente de legalidade e o considera um ataque aos direitos do povo palestino e uma “deliberada deterioração de todos os esforços de paz”.

Além disso, o texto alerta que dará ímpeto aos movimentos extremistas

e representa uma ameaça à paz e à segurança internacional.

Segundo um comunicado publicado pela OCI, a declaração final pedirá também aos membros da organização que imponham “restrições políticas e económicas aos Estados, altos cargos, Parlamentos, empresas e indivíduos que reconheçam a anexação israelita de Jerusalém ou colaborem com as medidas que a colonização israelita tenta perpetuar em territórios palestinos ocupados”.

O comunicado também considera o Governo americano “plenamente responsável por qualquer repercussão” da “decisão ilegal” de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, “que considera” uma clara deserção do Governo americano do seu papel como mediador de paz”.

Além disso, a minuta da declaração pede a todos os membros da OCI que aumentem o apoio diplomático e sobretudo económico à Palestina e aos seus habitantes.

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