Os Bancos cobram cada vez mais dinheiro pela manutenção de contas básicas, tendo os preços disparado em cerca de 60% desde 2007.

Segundo dados de um estudo da DECO, que a associação de defesa do consumidor vai divulgar esta semana, e que é antecipado pelo DN, guardar dinheiro no banco está 60% mais caro do que que antes da crise.

A associação analisou 71 contas em vários bancos que actuam em Portugal e constata que, “numa utilização básica, a evolução do custo com uma conta subiu 60%” desde 2007, conforme cita o referido jornal.

“Por quase tudo aquilo que já pagava ao banco em 2007, antes de a última crise ter invadido o país, agora paga-se ainda mais”, refere Nuno Rico, da DECO, em declarações divulgadas pelo diário.

O custo de ter uma conta no banco, com tudo o que envolve desde os cartões à manutenção, ronda hoje em média os cem euros“, acrescenta Nuno Rico.

Nos últimos anos, a Banca tem procurado compensar as perdas resultantes da crise e das limitações impostas pela União Europeia, nomeadamente no domínio das taxas cobradas sobre os terminais multibanco.

Assim, aumentaram os preços com as várias comissões que os bancos cobram aos seus clientes, nomeadamente pela abertura e manutenção de contas.

Os bancos também aumentaram os preços dos cartões multibanco, tendo-se verificado desde 2007 um disparo de 123% nos preços, constata o estudo da DECO.

A associação já tinha concluído que ter dinheiro no banco dá prejuízo.

A Associação Portuguesa de Bancos, APB, não comenta directamente as conclusões da DECO, mas destaca que “os valores apresentados nos preçários das instituições são tectos“.

Como tal, diz a APB, “podem ou não ser os valores efectivamente praticados, porque os bancos disponibilizam, em muitos casos, pacotes de serviços ou isenções que permitem condições mais vantajosas.”

ZAP