O Ministério Público acusou o padre António Teixeira por ter usado dinheiro de esmolas para comprar carros e vendido arte sacra da paróquia do Santo Condestável, em Lisboa, para uso próprio.
Esta sexta-feira, o jornal Público avança que o Ministério Público acusou António Teixeira, padre de paróquias como Santo Condestável, em Lisboa, e Nossa Senhora dos Remédios, em Carcavelos, de ter usado dinheiro de esmolas para proveitos próprios e para comprar carros.
A maioria dos carros eram usados e de gama média, mas o pároco, que auferia 820 euros mensais líquidos, também chegou a comprar um Mercedes classe A por 36 mil euros. O diário adianta que o sacerdote está ainda acusado de ter vendido arte sacra das paróquias que tinha a cargo no valor de dezenas de milhares de euros.
Desta forma, o padre ficou formalmente acusado dos crimes de furto qualificado, de abuso de confiança agravado e branqueamento de capitais, delito que pode valer até 12 anos de prisão.
O sacerdote nega as acusações. António Teixeira, que não tem atualmente nenhuma paróquia a seu cargo, continua a celebrar missa aos domingos na igreja da Madorna, em S. Domingos de Rana, Cascais. O Patriarcado de Lisboa disse que aguarda a conclusão do processo e afirma estar disponível para colaborar com as autoridades.
A investigação durou seis anos. Segundo o Público, neste período de tempo, o arguido foi proprietário de 19 carros, a maioria de gama média ou usados. O clérigo justifica os gastos e alegados desvios de dinheiro e de arte sacra como ações de gestão
necessárias para as igrejas que tem tido a cargo.Por sua vez, o Ministério Público refere que os automóveis foram comprados para dissimular a origem do dinheiro. “O arguido sabia que a multiplicidade de movimentos bancários e a emissão de cheques, fazendo girar o dinheiro por diversas contas, dificultava o seguimento do seu trajeto”, aponta a acusação.
Entre a alegada arte sacra desviada estão artigos de reliquiários como um cálice cerimonial adornado com safiras, rubis e esmeraldas, mobiliário eclesiástico, objetos em prata ou marfim, como crucifixos e custódias, e várias imagens do séc. XVII. Segundo a acusação, tratam-se de peças “de valor histórico e religioso que foram retirados do interior da igreja e da residência paroquial e vendidos pelo arguido sem o consentimento da diocese”.
O Público refere que a venda de alguns destes artigos precisa de autorização do Vaticano, o que não terá acontecido.
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Mas que Grande Novidade, se fosse para comprar perseverativos eu ficava espantado