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Um padre e antigo director de uma instituição que acolhe deficientes e doentes incuráveis foi acusado de 13 crimes de maus-tratos e de um crime de ofensa à integridade física. O Ministério Público alega que o padre Batista amarrava os deficientes mentais à cama e esbofeteava os utentes.

O sacerdote esteve, durante mais de 50 anos, à frente da Obra do Calvário, instituição localizada em Beire, Paredes, e integrada na Casa do Gaiato de Paço de Sousa.

Durante este período, o agora octogenário terá maltratado os utentes da instituição, sendo acusado de 14 crimes pelo Ministério Público.

Segundo o Diário de Notícias, o MP acusa o padre de amarrar os deficientes mentais da instituição às grades das varandas dos pavilhões, às cadeiras de rodas ou às cadeiras sanitárias.

“Um adolescente deficiente mental profundo foi encontrado a dormir preso à cama, sujo com as próprias fezes”, realça o jornal.

Na acusação são ainda mencionadas agressões aos utentes com bofetadas e bengaladas, além da retirada da alimentação como castigo.

O sacerdote será ainda suspeito de dar medicamentos com o prazo expirado aos doentes, sem ter qualquer formação para tal.

O padre, que estará doente, já foi acusado por maus tratos no passado – acusações que foram arquivadas, segundo o jornal Público.

ZAP