[sc name=”ZAPV” url=”https://player.vimeo.com/external/389016105.m3u8?s=1449de629867dfd76376daa9d5e7c4c7fc595c5c&oauth2_token_id=1275135991″ thumb=”https://i.vimeocdn.com/video/852522924_1280x716.jpg” src=”https://vimeo.com/389016105″]

O Oceano Pacífico está a ficar tão ácido ao ponto de dissolver as carapaças de caranguejos recém-nascidos, revelou uma nova investigação financiado pela Associação Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos.

Os oceanos de todo o mundo absorvem cerca de 30% do dióxido de carbono libertado na atmosfera. Assim, à medida que os níveis de CO2 aumentam na atmosfera, estes aumentam também nas águas do mar, acidificando as suas águas.

Um novo estudo descobriu agora que este efeito que está a tornar a água do Pacífico cada vez mais ácida está também a dissolver, por consequência, as carapaças dos caranguejos Dungeness recém-nascidos, conta o portal Futurism.

Para chegar a esta conclusão, a equipa de especialistas analisou amostras destes espécimes que foram recolhidos em 2016 durante um procedimento científico da NOAA.

Os cientistas encontraram caranguejos-larvas de Dungeness com danos na carapaça superior, havendo também alguns animais que perderam as suas estruturas sensoriais – estruturas semelhantes a pêlos, que os ajudam estes espécimes a navegar nos seus ambientes. Muitos dos caranguejos encontrados eram também mais pequenos quando comparados com outras larvas.

A descoberta não só afeta os ecossistemas do Pacífico, como pode também prejudicar as economias das cidades a noroeste do Pacífico que capturam e vendem estes crustáceos.

“Se estes caranguejos larvais precisam de desviar parte da sua energia para reparar os seus exoesqueletos e, como resultado, são mais pequenos, então a percentagem [destes espécimes] que chegará à idade adulta será, na melhor das hipóteses, variável e, provavelmente, diminuirá a longo prazo“, apontou a cientista Nina Bednarsek, que participou na investigação, citada em comunicado.

Os resultados da investigação foram recentemente publicados na revista científica especializada Science of the Total Environment.

[sc name=”assina” by=”ZAP” ]