Pacheco Pereira terá sido convidado a deixar o PSD por iniciativa própria, depois de ter participado numa acção de campanha da bloquista Marisa Matias. Mas o comentador e historiador poderá vir a ser expulso do partido.
O cenário é avançado pelo jornal i na edição impressa deste sábado.
A publicação assegura que Pacheco Pereira foi “desafiado a sair do PSD pelo seu próprio pé“, depois de ter estado presente numa acção de campanha de Marisa Matias, a candidata do Bloco de Esquerda às próximas eleições presidenciais.
Uma atitude que viola os estatutos do PSD e que estará a levar alguns militantes a defenderem a sua expulsão do partido, realça o i.
Essa é a posição do antigo líder da Juventude Social-Democrata, Duarte Marques, que frisa que a saída de Pacheco Pereira seria “perfeitamente normal e coerente com tudo o que disse nos últimos cinco anos”.
“Se pensasse como ele, teria vergonha de ser militante do PSD”, acrescenta o deputado.
“A vontade dele é manter-se no PSD e esperar que o partido lhe aplique alguma sanção”, diz por seu turno o histórico militante social-democrata Ângelo Correia.
“Pacheco Pereira deseja ser convocado e ser mártir“, acrescenta.
O sociólogo e historiador José Pacheco Pereira é militante do PSD há várias décadas, mas tem também sido uma das vozes mais críticas do partido quanto às suas próprias estratégias políticas, particularmente desde que Passos Coelho assumiu a liderança.
ZAP
Este Pacheco Pereira faz parte daquele grande leque de políticos que funcionam mais ou menos como o vento e de facto o PSD não poderá fazer parte da sua casa, que vá pousar para o PS onde assentará na perfeição porque até na extrema-esquerda não deverá enquadrar muito bem embora tenha tiques dessa área.