Feitas as contas, as 25 maiores fortunas do país totalizam 18,8 mil milhões de euros. Os números falam por si: a fortuna equivale a cerca de 10% do PIB português, o que coincide com o total das dívidas dos portugueses ao fisco.

A revista Exame voltou a puxar da calculadora e, pelo quarto ano consecutivo, as maiores fortunas nacionais voltaram a crescer. Os nomes que compõem a lista são os mesmo, os números é que não: subiram e muito.

As 25 maiores fortunas do país cresceram 3,8 mil milhões de euros no espaço de um ano e os três portugueses mais ricos, sozinhos, contribuíram com mais de mil milhões para este aumento. Quem são eles?

O primeiro lugar da lista é ocupado pela família Amorim. Para o ranking foi contabilizada a fortuna de Américo Amorim, que faleceu no passado dia 13 de julho. A família recebe uma herança de 3840 milhões de euros, um aumento significativo face aos 3100 milhões que constavam na lista do ano passado.

Alexandre Soares dos Santos também continua a ser a segunda pessoa mais rica do país. A fortuna do patrão da Jerónimo Martins aumentou quase 500 milhões de euros num ano, de 2078 milhões de euros para 2532 milhões de euros.

O pódio fica completo com a família Guimarães de Mello, que também manteve o lugar face ao ranking de 2016. Os donos do grupo Mello adicionaram 270 milhões de euros ao pecúlio, somando agora uma fortuna de 1,47 mil milhões de euros.

Ainda acima da fasquia dos mil milhões de euros está aquele que já foi o homem mais rico do país. Belmiro de Azevedo mantém a quarta posição do ranking, com uma fortuna de 1311 milhões de euros, mais 161 milhões quando comparado com o top de 2016, graças à valorização em bolsa de 38% do grupo Sonae no último ano.

A única entrada para o Top 10 é de Maud e Pedro Queiroz Pereira, com 569 milhões de euros (contra os 341 milhões em 2016), que entram parasubstituir Dionísio Pestana. Nos últimos 12 meses a Semapa disparou 68% em bolsa, o que explica a subida dos empresários da pasta de papel à primeira divisão da liga dos mais ricos de Portugal.

A mulher mais rica do país é prima do segundo classificado – Alexandre Soares dos Santos. Maria Isabel dos Santos é acionista da Jerónimo Martins e surge na oitava posição da lista, com uma fortuna avaliada em 664 milhões de euros. Maria Isabel dos Santos é dona de 10% da Sociedade Francisco Manuel dos Santos.

A lista do próximo ano poderá vir a sofrer alterações. A morte de Américo Amorim, no passado dia 13 de julho será o principal motivo.

O valor contabilizado corresponde à fortuna do próprio Américo Amorim, não estando ainda a ser considerada a divisão da herança do fundador da Corticeira Amorim. O ranking de 2018 irá depender de como serão feitas as partilhas.

As três filhas do empresário, Paula, Marta e Luísa, são as principais herdeiras da maior fortuna do país, que no ano passado cresceu à conta das valorizações em bolsa da Galp e da Corticeira.

Crescimento de quase 4 mil milhões face a 2016

Face ao ano passado, a fortuna das 25 famílias mais ricas em Portugal cresceu quase 4 mil milhões, sendo que mil milhões, ou seja, um quarto desse valor, foi conseguido apenas pelos três primeiros lugares da lista.

Em 2016, os cofres contabilizavam 15 mil milhões e agora subiram apara 18,8 mil milhões de euros.

Depois da quebra registada durante os piores anos da crise, este foi o quarto ano consecutivo em que o gráfico mostrou evolução. Se nos anos anteriores as subidas rondavam as poucas centenas de milhões euros, o salto dos últimos 12 meses foi um dos maiores já registados.

O montante das maiores fortunas portuguesas equivale a 10% do PIB português, quando no ano passado correspondia a 8,3%. O valor coincide, por exemplo, com o total das dívidas dos portugueses ao fisco, segundo os números revelados no mês passado pelas Finanças.

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