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A GNR está a tentar identificar os responsáveis pela organização da chamada “queima do gato”, uma tradição de S. João em Mourão, Vila Flor, que causou uma onda de revolta e uma queixa-crime. Os autores da iniciativa poderão vir a ser condenados a penas de prisão até um ano.
A situação foi divulgada através de um vídeo publicado no Youtube que entretanto foi removido, depois de ter causado tanta revolta, e já motivou uma queixa-crime apresentada pela Associação Gatos Urbanos no Departamento de Investigação e Acção Penal.
Em causa está o crime de maus-tratos contra animais que pode implicar uma pena de prisão até um ano ou pena de multa até 120 dias para os organizadores que ainda não foram identificados.
“Não há dúvidas de que se trata de uma barbárie contra um animal verdadeiro”, destaca o presidente da Gatos Urbanos, Jorge Monteiro, em declarações ao Diário de Notícias.
Este elemento sustenta que o vídeo “mostra um gato colocado dentro de um recipiente de barro e levantado a alguns metros de altura, num poste”.
“Quando as chamas queimam as amarras que prendem o pote com o gato ao poste, o pote projecta-se no chão, sendo que o animal cai de uma altura superior a 3 metros”, acrescenta Jorge Monteiro citado pelo Diário de Notícias, concluindo que “o vídeo permite ouvir gritos horrendos do animal, aflito, em chamas“.
Mas em Mourão os habitantes garantem que o gato está vivo e bem de saúde.
“Nunca morreu nenhum gato e este está bem, a GNR já o veio ver“, afirmou à Lusa Aida Alves, uma residente de Mourão de 80 anos.
Falando numa revolta “ridícula”, Aida Alves acrescenta que “há três ou quatro anos que é o mesmo gato” que, neste ano, “queimou um bocadinho o pêlo“.
“A dona foi buscá-lo, tratou-o e está bem. Está aí bem bonito, podem vir ver. Já cá veio a Guarda e já o viu”, diz ainda este residente de Mourão na Lusa.
ZAP / Lusa
A cobardia é muita , se essas pessoas afirmam que o gato ficou bem , obriguem o organizador a colocar-se dentro do recipiente a arder e provar que nada lhe aconteceu.