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O chamado Roaming Zero, que vai ser uma realidade a partir de 2017 no espaço da União Europeia, não vai trazer benefícios para os portugueses que utilizam telemóveis. O aviso é feito pelos presidentes da NOS, MEO e Vodafone, deixando antever que os consumidores vão pagar os custos da mudança.

O fim das tarifas de Roaming na Europa está previsto para Junho de 2017, conforme proposta da Comissão Europeia.

Uma medida que para o presidente da NOS, Miguel Almeida, é “inaceitável”, conforme salientou durante a conferência anual da Anacom, cujas principais intervenções são resumidas pelo jornal Público.

O gestor constata que o Roaming Zero “só vai onerar ainda mais os consumidores portugueses”, justificando que “há um custo que tem de ser pago”.

Os presidentes da PT Portugal e da Vodafone alinham pelo mesmo diapasão durante a conferência da Anacom e a presidente do organismo regulador das comunicações, Fátima Barros, constata que os operadores terão custos que “alguém terá sempre de pagar”

, conforme cita o mesmo jornal.

“Quem não viaja, paga por quem viaja”, aponta mesmo Fátima Barros, lembrando que os portugueses viajam menos para o estrangeiro do que os cidadãos do Norte da Europa, por exemplo.

O líder da Vodafone Portugal, Mário Vaz, considera que a União Europeia deveria “deixar o mercado funcionar” e preocupar-se antes com a falta de regulação que persiste face à actuação de aplicações como o Facebook, o Skype e o WhatsApp que competem directamente com as empresas de telecomunicações.

ZAP