O oficial comandante de companhia do Curso 127 dos Comandos, que foi suspenso em Fevereiro passado, após a morte de dois recrutas, alega que os instruendos eram de “médio/baixo nível” no que respeita à “parte física”.

Estas declarações foram feitas pelo oficial no âmbito do processo interno que o Exército abriu ao caso, para averiguar o que sucedeu, revela o jornal Público.

O capitão terá dito ainda que, no estágio de preparação para o Curso de Comandos, que decorreu 4 semanas antes do seu arranque, “o desempenho da generalidade do grupo foi aquém do que seria de esperar de um grupo de graduados“.

O diário nota que as palavras do oficial constam do auto de inquirição do processo aberto pelo Exército, que foi já anexado ao processo-crime

aberto pelo Ministério Público (MP). O capitão vai também ser ouvido como arguido pelo MP.

As averiguações internas do Exército deram origem a três processos disciplinares distintos, dos quais os visados já recorreram, conforme atesta o Público.

O Curso 127 dos Comandos ficou marcado pelas mortes de dois instruendos, o segundo-furriel Hugo Abreu e o soldado Dylan da Silva. Houve ainda 7 recrutas que desistiram do curso.

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