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O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama

O presidente norte-americano, Barack Obama, defendeu a presença de atores negros em filmes e nos festivais de cinema, deixando a sua posição relativa à ausência de nomeados negros nas principais categorias de interpretação.

“Acho que o cinema deve fazer o mesmo que qualquer outra indústria: olhar para o talento, proporcionar oportunidade a todos“, defendeu Obama, em entrevista ao canal ABC.

A divulgação dos artistas nomeados para os Óscares deste ano, cerimónia marcada para 28 de fevereiro, desencadeou grande polémica nos Estados Unidos. À semelhança do que aconteceu no ano passado, nenhum dos 20 atrizes e atores nomeados para as principais categorias de interpretação era negro – uma tendência criticada nas redes sociais, a nível global, com o regresso da hashtag #OscarsSoWhite.

O diretor de cinema Spike Lee declarou mesmo que não irá participar da premiação em razão da falta de diversidade entre os indicados, e outros atores negros prometem seguir-lhe o exemplo.

Ao falar sobre a necessidade de garantir nos Estados Unidos a diversidade cultural, Obama afirmou que o debate sobre a presença de negros nos Óscares é “apenas uma faceta de uma discussão mais alargada. Estamos a certificar-nos de que todos estão a receber uma exposição justa?

“, indagou.

Indagado pelo jornalista David Ono sobre a controvérsia à volta dos Óscares, Obama replicou: “Considero a Califórnia um exemplo da incrível diversidade deste país. Isso é um poder. Penso que quando a história de todos é contada no cinema, isso contribui para uma arte melhor“.

As observações de Obama foram feitas no programa Ao Vivo da Casa Branca, uma série de entrevistas divulgadas esta quarta-feira com apresentadores de televisão. Participaram jornalistas das cidades de Richmond, Filadélfia, Milwaukee, Salt Lake City, Denver, Los Angeles e Oakland.

Como um dos temas escolhidos para a entrevista era a ausência de seguro de saúde para uma parte da população norte-americana, as cidades foram escolhidas devido ao grande número de residentes não segurados.

Agência Brasil