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O disco de Phaistos
Milhares de anos antes dos actuais CDs, o homem já usava discos para gravar informação. Um disco de argila feito há 4000 anos, encontrado por arqueólogos italianos em Creta em 1907, contém informação inscrita com a mesma lógica dos actuais CD-ROMs.
O chamado “disco de Phaistos“, ou disco de Festos, é uma placa circular em argila, gravada durante a Idade do Bronze com inscrições em espiral, e contém, segundo os cientistas que o analisaram, uma oração a uma mãe ou divindade feminina.
O disco, com 15 cm de diâmetro e coberto de inscrições em ambas as faces, foi encontrado no palácio de Phaistos há mais de 100 anos, e ao longo desse tempo dezenas de cientistas especularam sobre o significado das suas inscrições.
Gareth Owens, investigador do Technological Educational Institute, de Creta, acredita que o disco deve ser lido em espiral, de fora para dentro, como os actuais CDs, e que contém mensagens escritas numa linguagem perdida da antiguidade.
As inscrições contêm símbolos, organizados em 241 grupos. Owens identificou 45 símbolos únicos diferentes – entre os quais, os que parecem ser uma cabeça com penas, uma criança e uma colmeia.
O arqueólogo britânico de 50 anos foi para Creta, em teoria por 6 meses, há 25 anos. O cientista está agora a tentar desvendar o conteúdo do disco e a sua função concreta.
Para decifrar o disco, o arqueólogo usou como “palavra-chave” um conjunto particular de símbolos, que se repetiam recorrentemente, como base para a sua tradução.
“O valor e a palavra mais estável em todas as linguagens do mundo e da história é a palavra mãe“, diz Owens, citado pelo Archaeology News Network . Usando a sua palavra-chave, o cientista identificou parcialmente algumas “frases”, como “senhora de grande importância” e “mãe grávida”.
No vídeo abaixo, a palestra de Gareth Owens no TEDx sobre o misterioso disco de Phaistos.
A durabilidade de um CD-ROM é finita: um normal CD de música, feito em plástico com uma liga de platina, dura cerca de 15 anos. E um disco de armazenamento industrial, feito em ouro, dura “apenas” 300 anos antes de começar a perder a legibilidade.
Mas o primeiro disco gravado que se conhece foi feito em argila há 4000 anos – e hoje ainda é lido.
AJB, ZAP
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