O malware vai recorrendo a tácticas cada vez mais criativas para infectar as vítimas, e uma das mais recentes vagas de ataque usa um sistema que nem sequer necessita que seja feito um clique num link: basta que o utilizador passe o rato sobre o link.
A técnica, que está a ser usada numa campanha de spam e tenta instalar um malware que rouba dados bancários, recorre a um ficheiro Microsoft PowerPoint malicioso.
Segundo o Ars Technica, no novo malware a tradicional tentativa de incentivar o clique num link foi trocado por um método em que basta que o utilizador passe com o rato
sobre o link que diz “loading, please wait“.Sabendo-se que os utilizadores são impacientes, é bem provável que a maioria acabe por passar com o rato sobre o link em causa – e até clicar nele.
E mesmo considerando que nas mais recentes versões do Office esses actos resultam em alertas que indicam que o documento está a tentar executar um ficheiro externo, haverá utilizadores que podem dar essa permissão. As versões mais antigas do Office nem sequer mostram qualquer aviso.
Na dúvida, já sabe: o melhor é eliminar todo e qualquer email com anexos que seja enviado de fontes desconhecidas, e mesmo que seja de fonte conhecida, tenha atenção redobrada na altura de dar ao seu computador permissão para executar um ficheiro.
[sc name=”assina” by=”” url=”http://abertoatedemadrugada.com/2017/06/malware-dispensa-o-tradicional-clique-e.html” source=”Aberto até de Madrugada”]
A internet é cada vez mais um mal necessário. Se as comunicações forem interrompidas porque nunca se tem a certeza do seu conteúdo, isso irá afetar economicamente muitas empresas e pessoas. Uma alternativa ou solução temporária passa pela utilização de máquinas virtuais com o cliente de email e browser instalado, onde tudo possa ser feito, como numa "sandbox". Aí os estragos ficarão limitados à máquina virtual (da qual terá de existir sempre uma copia do seu ultimo estado integro), se for uma ameaça que não se propague através da rede. Ou então a utilização de máquinas "mártires" isoladas, num segmento de rede distinto, com cliente de email e browser, mas sem aplicações de trabalho, que possam ser sacrificadas em caso de infeção !