José Sena Goulão / Lusa
O presidente do Novo Banco, António Ramalho, admitiu esta quarta-feira que a fraude de um ex-gestor do banco em investigação em Espanha terá custos para a instituição.
“É um caso de polícia, um caso confinado a um balcão, já encerrado, a um ex-funcionário e um grupo de clientes reduzido, cerca de 80”, disse António Ramalho.
Em entrevista à RTP, António Ramalho disse que a fraude milionária, revelada pelo jornal espanhol El Correo e avançada em Portugal pelo jornal ECO, terá impactos para o Novo Banco, uma vez que o banco pode vir a ter de compensar os clientes.
Ramalho, não querendo comentar se o caso pode custar 50 milhões de euros – o número que, segundo a imprensa, é reclamado pelos clientes afetados -não quantificou valores, dizendo apenas que “aquilo que seremos chamados é menos do que se anuncia e sempre muito mais do que devia ser”.
O ECO noticiou na quarta-feira que um ex-gestor do Novo Banco em Espanha está a ser investigado por ter burlado cerca de 80 clientes
da região de Santander, através de um esquema de pirâmide que terá durado mais de uma década, reclamando os lesados 50 milhões de euros.António Ramalho viajou esta semana a Espanha para se pôr a par da situação, estando a decorrer auditorias para avaliar o que se passou.
O Novo Banco divulgou na semana passada prejuízos de 1.058,8 milhões de euros em 2019, menos do que os 1.412,6 milhões de euros verificados em 2018. Com as perdas de 2019 conhecidas, desde agosto de 2014, quando foi criado para ficar com parte da atividade bancária do BES, o Novo Banco já acumula prejuízos de 7.036,3 milhões.
O banco vai pedir uma injeção de capital ao Fundo de Resolução de 1.037 milhões.
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Isto mostra bem o (des)controlo que existe. Lá vamos nós ter de pagar a mais um burlão