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Os automóveis com matrículas mais antigas passam a estar proibidos de circular entre as 7h e as 21h dos dias úteis no centro de Lisboa, a partir desta quinta-feira, devido às emissões poluentes.

As restrições de circulação para os carros com matrículas anteriores a 2000 dizem respeito à zona 1, que vai do eixo da Avenida da Liberdade à Baixa, limitada a norte pela Rua Alexandre Herculano, a sul pela Praça do Comércio e abrangendo a zona entre o Cais do Sodré e o Campo das Cebolas.

Já os carros com matrículas anteriores a 1996 ficarão impedidos de circular na zona 2, definida pelos limites Avenida de Ceuta, Eixo Norte-Sul, avenidas das Forças Armadas, dos Estados Unidos da América, Marechal António Spínola, do Santo Condestável e Infante D. Henrique.

Estas restrições de circulação enquadram-se na terceira fase das Zonas de Emissões Reduzidas (ZER). A segunda fase foi implementada em 2012 e a primeira foi criada em 2011.

As exceções a estas restrições abrangem veículos de emergência, de pessoas com mobilidade condicionada, Zonas de Emissões Reduzidas (que estejam certificados pelas entidades oficiais), movidos a gás natural e GPL, de polícia, militares, de transporte de presos, blindados de transporte de valores e motociclos.

Os veículos com dísticos de estacionamento de residente das zonas 5 (Avenida da Liberdade), 12 (Chiado) e 13 (Baixa) poderão circular na zona 1 e os automóveis pertencentes a residentes em Lisboa poderão circular na zona 2.

Além disso, os táxis terão um período de exceção, entre hoje e 30 de junho. A partir de 1 de julho, apenas os táxis com matrículas posteriores a julho de 1992 poderão circular nas zonas 1 e 2.

Um ano mais tarde, em julho de 2016, os táxis com matrícula anterior a 1996 deixam de poder circular na zona 1. Em julho de 2017, as regras aplicadas aos veículos em geral passam a aplicar-se também aos táxis, ou seja, na zona 1 só podem circular carros com matrícula posterior a 2000 e na zona 2 posterior a 1996.

As restrições são impostas pelo ano da matrícula do automóvel, no entanto carros anteriores a 1996 ou 2000 poderão circular nas zonas restritas caso tenham instalado equipamentos de redução de emissões, homologados pelo Instituto de Mobilidade e Transportes (IMT), que deverão possibilitar pelo menos o cumprimento da norma de emissões mínima requerida.

Restrição à circulação em Lisboa é medida de “exclusão social”

Em declarações à agência Lusa, o presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP), Carlos Barbosa, explicou que se trata de uma “medida avulso”, além de considerar que se trata também de uma medida de exclusão social

, já que determina que, “no fundo, só os ricos podem andar em Lisboa” e que “os pobres, que não têm dinheiro para trocar de carros, não podem”.

Segundo Carlos Barbosa, não é esta medida decidida pela Câmara Municipal de Lisboa que irá fazer com que se assista a uma “melhoria da qualidade do ar” na cidade, lembrando que o problema pode ser resolvido com a criação de parques de estacionamento à entrada de Lisboa e com melhores transportes públicos.

As restrições de circulação para os carros com matrículas anteriores a 2000 dizem respeito à zona 1, que vai do eixo da Avenida da Liberdade à Baixa (limitada a norte pela Rua Alexandre Herculano, a sul pela Praça do Comércio e abrangendo a zona entre o Cais do Sodré e o Campo das Cebolas).

Já os carros com matrículas anteriores a 1996 ficarão impedidos de circular na zon a 2 (definida pelos limites Avenida de Ceuta, Eixo Norte-Sul, avenidas das Forças Armadas, dos Estados Unidos da América, Marechal António Spínola, do Santo Condestável e Infante D. Henrique).

“Trata-se de uma medida avulso, porque no fundo, nesta zona da Avenida da Liberdade, não é mais do que querer reduzir o número de carros na avenida para protegerem a asneira que fizeram no Marquês de Pombal”, frisou Carlos Barbosa.

Para o presidente do Automóvel Clube de Portugal, com as alterações ao trânsito na rotunda do Marquês de Pombal, “duplicou a poluição” no Príncipe Real e na Avenida Almirante Reis.

Carlos Barbosa acusou ainda quem tomou a decisão “de não conhecer” o parque automóvel nacional, que qualificou de “velho, muito velho”, adiantando que as pessoas antigamente trocavam os carros “entre três a cinco anos e actualmente entre 13 a 16 anos”.

Conforme explicou à Lusa o director municipal da mobilidade e transportes da Câmara Municipal de Lisboa, Tiago Farias, na zona 1, a mais restrita (Avenida de Liberdade e Baixa lisboeta) os residentes podem circular devido ao regime de excepção com o qual estão abrangidos, mas o mesmo já não se passa com um residente na zona dos Olivais que queira circular zona.

O mesmo responsável camarário explicou que, na zona 2, se for um veículo de um residente de Lisboa, independente de estar na zona 2 ou fora dela, já pode circular.

/Lusa