José Sena Goulão / Lusa

O juiz Carlos Alexandre

Estão a ser feitas buscas na sede do Banco Espírito Santo (BES), em Lisboa, na sequência do arresto dos bens da família Espírito Santo.

A operação da Polícia Judiciária (PJ) e do Ministério Público (MP), que visa a Espírito Santo Property, está a ser dirigida pelo juiz Carlos Alexandre.

Caetano Beirão da Veiga, que lidera actualmente o grupo Espírito Santo, encontra-se presente nas instalações da empresa em Lisboa.

Segundo vários órgãos de comunicação social, as buscas da PJ estarão relacionadas com o arresto de bens da família Espírito Santo.

O Ministério Público decidiu, esta semana, arrestar os bens imóveis e patrimoniais da família Espírito Santo, de forma a impedir a sua dissipação, o que comprometeria o pagamento ao Estado e a clientes lesados, nomeadamente os 29 processos judiciais que correm contra a administração liderada por Ricardo Salgado.

A Procuradoria-Geral da República esclareceu, em comunicado, que o arresto de bens a pessoas ligadas ao Universo Espírito Santo visa impedir “uma eventual dissipação de bens”, que ponha em causa pagamentos em caso de condenação.

O Ministério Público promoveu “o arresto preventivo de bens imóveis e valores patrimoniais de outra natureza titulados por pessoas singulares e coletivas relacionadas com o denominado Universo Espírito Santo”, explicita-se no comunicado.

De acordo com a SIC, foram arrestados bens no valor de quase dois mil milhões de euros, entre os quais a capela da família e 600 imóveis, entre os quais a Quinta do Peru, residências no Hotel Palácio Estoril, o empreendimento em Portimão Quintas d’Al-Gariya e o emprendimento Douro Atlântico Garden em Vila Nova de Gaia.

O Diário Económico descreve que em causa está o facto de alguns destes ativos poderem estar já afetos a planos especiais de revitalização (PER).

O Correio da Manhã avança que Ricardo Salgado é um dos visados nas buscas, que têm por base suspeitas de branqueamento e fraude fiscal.

ZAP