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Bradford Skow, professor de Filosofia do MIT, em frente a “The Hexagons,” escultura de Tara Ebsworth no campus da Universidade.
Uma nova teoria do tempo sugere que passado, presente e futuro co-existem em simultâneo no universo. De acordo com esta nova ideia, o tempo não avança, todo o tempo é sempre presente.
Esta ideia é defendida por Bradford Skow, professor de filosofia no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA, que considera que a ideia de que o tempo flui como um rio não é correcta.
Este estudioso do assunto alega que o espaço-tempo é um “universo bloco” e que os eventos não passam por nós, desaparecendo para sempre – mas que existem em diferentes partes do espaço-tempo.
Assim, se olhássemos de baixo para o universo, veríamos o tempo espalhado em todas as direcções, considera Bradford Skow, que defende a sua teoria no livro “Objective Becoming“.
“Quando perguntamos às pessoas, “fala-me da passagem do tempo”, elas normalmente fazem uma metáfora. Dizem que o tempo flui como um rio, ou que nos movemos pelo tempo como um navio a navegar pelo mar. A teoria do universo bloco diz que estamos espalhados no tempo, algo como o modo como estamos espalhados no espaço. Não estamos localizados num tempo único”, explica
o professor de filosofia ao jornal inglês Daily Mail.De acordo com Bradford Skow, o presente não é um ponto no tempo, mas antes uma condição “temporal dispersa”, ou seja, as experiências de ontem, da semana passado ou mesmo de há vários anos, permanecem reais.
Mas, apesar daquilo que a análise de Bradford Skow dá a entender, ele argumenta que as viagens no tempo entre os diferentes tempos não são possíveis.
SV, ZAP
Ao se acreditar em um Deus que não teve princípio nem terá fim, é muito coerente se pensar que o tempo se recicla e que o futuro pode ser responsável pelo passado. Ou seja a cada milhões de anos o universo explode formando um novo sistema. Muitos universos já existiram e ainda existirão.