Há novos dados sobre o acidente de viação que matou a Princesa Diana, em Agosto de 1997. Uma investigação levada a cabo por jornalistas franceses apurou que o Mercedes onde ela seguia era um “destroço” de um acidente que não deveria andar em circulação.
Os jornalistas Pascal Rostain, Bruno Mouron e Jean-Michel Caradec, associados à revista francesa “Paris-Match“, tiveram acesso às oito mil páginas da investigação judicial francesa em torno do acidente que vitimou Diana e o seu namorado, Dody Al Fayed, a 31 de Agosto de 1997, em Paris.
Mas os repórteres foram para lá dos dados conhecidos e descobriram novos detalhes que ajudam a explicar a tragédia, conforme explicam no livro “Qui a tué Diana?” (“Quem matou Diana?”), lançado nesta quarta-feira em França.
O canal francês M6 transmitiu, na terça-feira, um documentário em torno das descobertas dos três jornalistas que apuraram que o Mercedes onde a Princesa Diana seguia era um “destroço acidentado” que tinha sido considerado impróprio para circulação.
O antigo proprietário da viatura, Eric Bouquet, explica aos jornalistas que a seguradora o reembolsou, após o acidente, “ao preço de compra, porque estava praticamente novo, considerando que era uma viatura destruída, não reparável“.
“Considerava-se que era uma viatura que era perigosa. Eu queria recuperá-la, mas disseram-me não, que não era possível”, destaca Eric Bouquet.
Os jornalistas revelam que o Mercedes foi adquirido por uma garagem que o reparou e o revendeu a uma empresa de aluguer de carros. A viatura terá sido alugada ao Hotel Ritz que o colocou à disposição de Diana.
Um antigo motorista do Hotel, Karim Kazi, conta aos jornalistas que o carro “não era fiável na estrada” e que quem o conduzia tinha “medo” de acelerar com ele.
Deste modo, a morte de Diana terá sido motivada por “uma acumulação de pequenos detalhes”, conforme observa na rádio belga RTL Pascal Rostain, um dos autores da investigação.
“É verdade que Henri-Paul, o motorista, tinha 1,82 gramas/litro de álcool no sangue. E é verdade que a Princesa nunca deveria ter entrado num carro que era um destroço”, salienta o jornalista.
A causa do acidente foi atribuída ao excesso de velocidade do veículo que seguia a 150 quilómetros/hora, sabendo-se também que o motorista tomava anti-depressivos e que tinha bebido antes da viagem fatal.
[sc name=”assina” by=”SV, ZAP”]
Ainda corre tinta com este assunto? Só mesmo para encher chouriços em revistas cor de rosa.
Enfim, aja paciência.