(dr) Charlie Hebdo
A nova capa da publicação satírica francesa é dedicada aos recentes atentados na capital belga e, como seria de esperar, voltou a gerar polémica.
A última edição do jornal Charlie Hebdo chegou às bancas esta quarta-feira e em pouco tempo conseguiu levantar uma nova polémica.
A publicação satírica francesa decidiu dedicar a sua capa aos atentados de Bruxelas que, no passado dia 22, provocaram a morte de 35 pessoas e mais de 300 feridos.
Para ilustrar o acontecimento, o caricaturista Riss optou por um cartoon que coloca em destaque um dos embaixadores da Bélgica, o rapper, compositor e produtor belga Paul Van Haver, mais conhecido por Stromae.
A caricatura surge no meio de partes de um corpo humano que voam pelo ar, enquanto o cantor de 31 anos anda à procura do pai, numa referência óbvia ao seu tema “Papa où t’es?” (“Pai onde estás?” em português).
À pergunta lançada por Stromae, os vários membros arrancados de um corpo respondem: “Aqui”, “Ali” ou “E ali também”. A mesma capa é ainda acompanhada pela frase “Bélgica desorientada”
.Rapidamente, a capa do Charlie Hebdo gerou uma onda de indignação nas redes sociais, com vários utilizadores a mostrarem-se chocados com este tipo de humor.
Também os media belgas contestaram a capa do jornal satírico, considerando que a publicação ultrapassou os limites.
O jornal, que foi alvo de um atentado em janeiro do ano passado por ter caricaturado Maomé, é conhecida pelo seu humor negro e sarcástico.
Além dos ataques na capital belga, outros acontecimentos motivaram muitas outras capas que não foram recebidas com bons olhos pelo mundo em geral.
Um dos casos mais recentes foram os vários retratos de Aylan Kurdi, o menino sírio que perdeu a vida numa praia turca, e as caricaturas sobre a queda do Airbus A321 russo no deserto do Sinai, em que morreram 224 pessoas.
ZAP / Move
Esta publicação sempre foi uma treta. Fazer piadas reles com a desgraça dos outros?! Independentemente da raça, credo ou o que quer que seja, esta publicação apenas ofende e nada mais. E isso não é caricaturar e muito menos fazer rir. É apenas simples parvoíce de gente menor cujo intelecto não lhe permite deixar obra maior.