Michael Reynolds / EPA

O Presidente norte-americano considera que a nova acusação de abuso sexual contra o juiz do Supremo Tribunal dos Estados Unidos é “mentira”. Os democratas, por sua vez, pedem que Brett Kavanaugh seja destituído do cargo.

De acordo com a Deutsche Welle, a nova acusação de abuso sexual contra o juiz do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, Brett Kavanaugh, foi divulgada este fim-de-semana pelo New York Times, depois de uma investigação de dez meses.

No artigo publicado este sábado, Max Stier, um ex-colega da Universidade de Yale, disse que viu Kavanaugh numa festa no dormitório universitário na qual os amigos “empurraram o seu pénis contra a mão de uma outra aluna”.

Este novo testemunho corrobora a acusação feita por Deborah Ramirez, uma ex-colega do juiz na mesma universidade, ainda durante o processo de confirmação de Kavanaugh como juiz do Supremo no ano passado, em que afirmou que este mostrou-lhe as suas partes íntimas durante uma festa na universidade.

O artigo do jornal norte-americano informa que pelo menos sete pessoas, incluindo a mãe de Ramirez, tinham ouvido falar sobre este incidente muito antes de Kavanaugh se tornar juiz. Na altura, durante a audiência de confirmação no Senado, o juiz negou as acusações de Ramirez.

O New York Times avança ainda que Max Stier notificou senadores norte-americanos e o FBI sobre este incidente, mas que o caso não foi investigado.

Este domingo, o Presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou os pedidos de alguns democratas para se iniciar um processo de destituição de Kavanaugh. O chefe de Estado, que defendeu ferozmente o juiz durante o seu processo de confirmação, considerou esta nova acusação uma “mentira” e afirmou que o juiz “deveria começar a processar pessoas por difamação” ou então “ter a ajuda do Departamento de Justiça”.

Pelo menos três pré-candidatos democratas pediram a destituição depois da reportagem do New York Times. A senadora democrata Kamala Harris escreveu no Twitter que “Brett Kavanaugh mentiu ao Senado dos EUA e, mais importante, mentiu ao povo norte-americano”.

“Estas novas revelações são perturbadoras. Assim como o homem que o nomeou, Brett Kavanaugh deve ser destituído”, escreveu também na mesma rede social a senadora e pré-candidata à Presidência pelo Partido Democrata Elizabeth Warren.

“Está mais claro do que nunca que Brett Kavanaugh mentiu sob juramento. Deve ser destituído e o Congresso deveria rever a falha do Departamento de Justiça em investigar adequadamente o assunto”, disse, por fim, Julián Castro, ex-secretário de Habitação e também pré-candidato democrata.

Atualmente, o Senado é controlado pelos republicanos, tornando virtualmente impossível um processo de impeachment contra o juiz nomeado por Trump.

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