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Notodden, na Noruega

A Noruega, um dos primeiros países a controlar a pandemia, tem resistido à reabertura, continuando a entrada vedada aos não-residentes. Até 20 de agosto, as viagens para fora do país obrigam a uma quarentena de dez dias no regresso.

Segundo noticiou o Diário de Notícias esta terça-feira, a primeira-ministra Erna Solberg já anunciou que as férias que tinha marcadas em Espanha serão adiadas para o próximo ano.

Este não é caso único. As regras impostas no país estão a deixar famílias separadas, como acontece com Bettina Wintermark, que não pode ir a Bordéus ver a mãe, de 84 anos, atingida por um enfarte e que, segundo os médicos, só tem algumas semanas de vida.

“Na minha cabeça sei que não a vou voltar a ver com vida”, contou à AFP a francesa. “É um pesadelo. Se a Noruega não tivesse restrições tão duras, teria partido imediatamente. Mas está fora de questão andar a fazer idas e vindas para França porque teria de cumprir dez dias de quarentena de cada vez”.

Na Noruega, que tem quase cinco milhões e meio, contam-se 248 mortos por covid-19. “Muitos estão tristes e frustrados”, admitiu a ministra da Justiça, Monica Maeland, responsável pela coordenação da resposta à pandemia. Mas “não fazemos isto para chatear as pessoas mas sim porque temos de manter a situação sob controlo”.

O país reabriu a fronteira com a Dinamarca, Finlândia e Islândia a 15 de junho e pondera levantar a proibição de entrada a outros países do espaço Schengen a 20 de julho. O setor do turismo tem apelado à reabertura com a Alemanha, país de origem de um quarto dos turistas que entram na Noruega no verão.

Uma sondagem citada pela AFP mostra que 5,4% admitem ignorar as recomendações de segurança e viajar para um destino desaconselhado.

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