José Sena Goulão / Lusa
O Ministro das Finanças, Mário Centeno, e o primeiro-Ministro António Costa
O Partido Socialista continua a aumentar a sua vantagem nas sondagens, apesar de o Executivo estar a passar pelo momento mais complicado desde que chegou ao poder.
O governo socialista atravessa nas últimas semanas o seu pior momento desde que chegou ao poder, em outubro de 2015, após o trágico incêndio de Pedrógão Grande que vitimou 64 pessoas em junho, e do roubo de armamento militar nos Paióis de Tancos.
Mas, segundo a sondagem mensal elaborada pela Eurosondagem, divulgada este sábado pelo semanário Expresso, se as eleições se realizassem agora, os socialistas obteriam 40,4% dos votos – mais 4 décimas que na última sondagem.
Por outro lado, o PSD conseguiria apenas 28,6%
dos votos, depois de uma descida de também 4 décimas. A vantagem dos socialistas sobre o principal partido da oposição ampliou-se assim para 11,8 pontos percentuais.A popularidade do primeiro-ministro, António Costa, foi no entanto afectada negativamente pelos últimos acontecimentos, tendo piorado 6 décimas para 34,2 pontos.
No sentido oposto, a nota do presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, somou 3 décimas e situa-se agora em 60,9 pontos, mantendo-se como o líder político mais popular do país.
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Isto quer dizer que o povo é burro e merece isto e pior.
Este governo fica para a história por:
- Dezenas de mortes num incêndio sem qualquer consequência política. Isto é inadmissível e apenas ilustra que o que conta são as sondagens. As pessoas são vistas apenas como votos. É um desrespeito total para com os mortos e as suas famílias.
- Roubo de armamento pesado de um paiol do exército sem consequências políticas o que é o mesmo que dizer: roubem à vontade que isso não faz cá falta. O povo paga e quanto a possíveis atentados e terrorismo com esse armamento... que se lixe.
- Maior fraude de sempre nas contas públicas nacionais (em 2016) com congelamento de despesas em todos os ministérios, defraudando assim por completo os princípios da contabilidade pública.
- Pior ano de sempre de investimento público desde que há memória (o que até é de estranhar sendo o governo sustentado por dois partidos de esquerda e um que vai para onde lhe dá mais jeito; é uma espécie de neo-keynesianismo ao contrário).
- Reposição das 35 horas semanais para os funcionários públicos. Os do privado que paguem a festa com os seus impostos e que trabalhem como ursos 40, 50 ou 60 horas. O que interessa é que os funcionários públicos trabalhem apenas 35.
- O governo que trouxe o buraco de volta, sim a TAP que ainda nos vai custar vários milhões a todos para ter uma utilidade pública no mínimo muito peculiar, nomeadamente privilegiar Lisboa em detrimento do Porto e pôr lá um amigo do peito na administração.
- O governo que nomeia, sem conhecer com rigor quem nomeia, para cargos de elevada responsabilidade com o caso dos sistemas de informação, administração da TAP, da CGD e muitos outros tachos que aí andam.
- Colher o mérito do que outros plantaram, em particular o crescimento económico. Este governo sempre referiu que iria promover o crescimento pelo aumento da procura interna. Ora bem... totalmente errado. A procura interna tem estado estagnada e o investimento público até caiu drasticamente em 2016. O que levou a economia a crescer foi o turismo e as exportações. Não se reconhece qualquer medida a este governo que tenha contribuído para estas áreas.
Enfim... tanta asneira em tão pouco tempo. A pergunta é mesmo: o que mais está para vir?