Foto: Tom/Flickr

As comparticipações familiares para o pagamento de lares de idosos devem aumentar com as novas regras que estão em preparação. Adaptações que não eram feitas há 18 anos e que vão também determinar que os netos e os sobrinhos podem vir a ser chamados a pagar as mensalidades dos seus avós ou tios.

O novo Regulamento das comparticipações familiares para o uso dos serviços das Instituições Particulares de Solidariedade Social, especificamente na valência de apoio a idosos, foi aprovado em Dezembro passado e está agora a ser adaptado às regras destas infraestruturas, para ser aplicado. E as alterações devem motivar um aumento nas mensalidades a pagar pelas famílias, conforme admite o presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), Lino Maia.

“Houve um tempo em que a Segurança Social previa uma beneficiação para idosos com grande dependência, mas hoje isso não acontece e estes são utentes que obrigam a custos mais elevados com pessoal e infraestruturas”, destaca Lino Maia na TSF

, considerando que a subida está, assim, relacionada com a longevidade crescente da população idosa.

A TSF apurou que vai haver um aumento da “comparticipação paga por quem está num lar de idosos que sobe de 70 a 85% do rendimento do agregado familiar para 75 a 90% (a diferença varia conforme a dependência do idoso)”.

Todavia, os aumentos terão um limite, garante o Ministério da Solidariedade Social, em nota à referida Rádio, frisando que há “uma cláusula travão” e que “o aumento máximo é de 5%“.

O governo garante também que as novas regras vão favorecer as famílias mais carenciadas.

Quanto ao facto de netos e sobrinhos poderem ser chamados a ajudar a pagar as mensalidades dos seus avós e tios, o Ministério sustenta que “ninguém será forçado a pagar nada”.

ZAP