José Sena Goulão / Flickr

José Sócrates com Vieira da Silva

O inquérito em torno do chamado negócio do plasma, aberto no seguimento de uma reportagem da TVI, poderá valer a José Sócrates mais um processo crime. O caso poderá ainda envolver outras figuras ligadas ao PS.

O Correio da Manhã apurou que Sócrates arrisca “ser alvo de novo inquérito-crime” no âmbito desta investigação ao negócio do plasma que decorre no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa.

O foco principal deste inquérito é a Octapharma, a empresa farmacêutica que empregava Sócrates até à sua detenção em Novembro de 2014.

O trabalho de investigação da TVI concluiu que a Octapharma terá sido beneficiada pelo Estado Português, durante o governo de Sócrates, ganhando, entre 2005 e 2011, cerca de seis milhões de euros. Montante facturado através de ajuste directo.

Um dos administradores da Octapharma, Lalanda e Castro

, já foi também constituído arguido na Operação Marquês, sob suspeita de corrupção e de branqueamento de capitais.

No âmbito do negócio do plasma, além de Sócrates, outros governantes do PS também podem ser implicados, ao que apurou o Correio da Manhã, por suspeitas de que possam ter favorecido a Octapharma.

O jornal avança que o DIAP já solicitou à TVI, “com carácter de urgência”, o envio de toda a documentação recolhida pela jornalista Alexandra Borges no âmbito da reportagem que fez sobre este caso.

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ZAP