O administrador da agência espacial norte-americana tem planos ambiciosos para a Lua e para o Homem. Jim Bridenstine revelou na quinta-feira que quer que os humanos voltem a pisar solo lunar, pretendendo ainda que estes vão mais além da órbita da Terra desde 1972 – tudo isto enquanto exerce o seu cargo na NASA.
Num artigo assinado para o portal Ozy, Jim Bridenstine levantou o véu sobre os seus planos futuros: a NASA está à procura de assistência e ajuda de empresas norte-americanas para desenvolver módulos de descida e sistemas reutilizáveis para transportar astronautas para a Lua e vice-versa.
O responsável da NASA sublinha, contudo, que os planos para voltar à Lua não implicam repetir o que aconteceu há já 50 anos: “Vamos à Lua com novas tecnologias e sistemas inovadores para explorar mais locais na superfície do que imaginávamos ser possível. Desta vez, quando formos para a Lua, vamos lá ficar”, afirma.
Procurando “uma presença sustentável de seres humanos além da órbita da Terra”, a agência espacial norte-americana quer construir um posto na órbita lunar que poderia chamar-se de Gateway. Este posto, segundo o especialista, poderia garantir a passagem segura dos astronautas até à Lua e de volta à Terra.
O Gateway seria a base para o primeiro módulo
de descida reutilizável na Lua, que abriria mais oportunidades de negócio para a exploração espacial a longo prazo. Para chegar até à base lunar e depois regressar à Terra, a NASA propõe a utilização do autocarro espacial SLS (Space Launch System) e a nave espacial Orion, ambos em fases de desenvolvimento.Bridenstine convidou já representantes de empresas privadas e outros potenciais parceiros para uma reunião na sede da NASA, a realizar-se na próxima semana, na qual serão debatidos os módulos de descida lunar. O administrador adiantou ainda que a NASA trabalha já com nove empresas nacionais para enviar novas ferramentas e equipamentos científicos para a superfície lunar como, por exemplo, cargas comerciais.
A NASA quer enviar astronautas à Lua durante a próxima década. A primeira missão de envio comercial de equipamentos técnicos está prevista para o final de 2020. “Posso ter perdido o primeiro pouso do Homem na Lua, mas estou a trabalhar para ter certeza de que vou ver o próximo, juntamente com o resto do mundo”, rematou Bridenstine.
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