rtppt / Flickr

Narciso Miranda, ex-presidente da Câmara de Matosinhos

O ex-presidente da Câmara Municipal de Matosinhos foi condenado a dois anos e dez meses de prisão por abuso de confiança e falsificação de documentos.

O Tribunal de Matosinhos condenou esta quinta-feira Narciso Miranda a uma pena de dois anos e dez meses de prisão pelos crimes de abuso de confiança e falsificação de documentos, avança o Público.

A pena fica suspensa se o antigo presidente da Câmara de Matosinhos pagar os 35.700 euros de que se apropriou quando ainda exercia funções.

O ex-autarca estava acusado de ter usado, em proveito próprio, esse montante com dinheiro proveniente de uma subvenção estatal à sua candidatura à Câmara de Matosinhos, em 2009, quando concorreu como independente.

À saída do tribunal, Narciso Miranda considerou a sentença “extremamente injusta” e revelou que vai recorrer da decisão.

“Eu acho esta sentença extremamente injusta, aparece na linha de outras situações que nós conhecemos. As obras foram feitas e pagas. Por isso, convido a comunicação social a ir ver a sede”, afirmou.

“Irei até às últimas consequências, apesar de respeitar todas as decisões do tribunal”, garantiu.

Em janeiro deste ano, Narciso Miranda já tinha sido absolvido, enquanto presidente do conselho de administração da Associação de Socorros Mútuos de S. Mamede Infesta, de adjudicar serviços a empresas de que faziam parte familiares, alguns deles de forma ilegal ou nunca realizados, e simular o roubo de um smartphone para receber um modelo mais recente.

Na altura, o tribunal deu como provado que o antigo autarca socialista adjudicou serviços a empresas de que faziam parte a sua filha, mas devido ao facto da acusação não referir que a mutualista era de utilidade pública, com registo na Segurança Social, o crime de peculato e participação económica em negócio não tinha enquadramento.

ZAP