ESO/M. Kornmesser

Jim Green, cientista chefe da agência espacial norte-americana (NASA), considera que o mundo não está preparado para a eventual descoberta de vida alienígena.

No entender do especialista, a descoberta de vida para lá da Terra traria “implicações revolucionárias”, que o Homem não está ainda preparado para enfrentar, argumentou, em declarações ao diário britânico The Telegraph.

O físico espacial compara esta possível descoberta a outro grande momento de rutura na história da Ciência: quando Copérnico (1473-1543) afirmou que a Terra gira em torno do Sol, defendendo a Teoria Heliocêntrica do Sistema Solar. O astrónomo polaco contrariou assim a outra hipótese vigente, a da Teoria Geocêntrica, que colocava a Terra no centro.

“Uma linha de pensamento completamente nova começará”, afirmou Green.

O cientista sublinhou que a eventual descoberta de vida em Marte geraria “um conjunto completamente novo de perguntas”, quer no plano da Ciência, quer no plano da Filosofia. “Como nos relacionamos?”, apontou como uma das perguntas que poderão surgir.

Além disso, exemplificou ainda, a comunidade científica teria ainda que perceber como é que se forma a vida extraterrestre: se esta pode passar de um planeta para o outro ou se a combinação de uma espécie de “faísca” e o ambiente adequado geram, por si só, vida, tendo em conta o ambiente químico em que estes elementos se encontram.

Em junho de 2020, a NASA e a sua homóloga europeia (ESA) vão enviar dois veículos de observação para Marte – Mars 2020 e Exomars, respetivamente -, cuja aterragem está prevista para fevereiro ou março de 2021.

Este exploradores vão procurar condições habitáveis e vão perfurar a base do Planeta Vermelho. A NASA vai trazer para a Terra as amostras recolhidas pelo seu dispositivo, enquanto a ESA as vai triturar e estudar o seu conteúdo químico no próprio laboratório móvel a bordo da ExoMars.

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