Há cada vez mais multimilionários a esconder-se em bunkers subterrâneos privados para escapar à pandemia do novo coronavírus, que já infetou mais de 2.6 milhões de pessoas em todo o mundo.

De acordo com a Bloomberg, a Nova Zelândia é frequentemente o destino de escolha para esras excursões subterrâneas. Porém, também há famílias ricas que alugaram espaço em bunkers multifamiliares em áreas escassamente povoadas de Dakota do Sul e Indiana, nos Estados Unidos, e na Alemanha. Os ricos estão a tentar escapar à pandemia, fugindo mesmo do resto da sociedade.

A Nova Zelândia é uma escapadela popular porque é um país onde abunda o espaço aberto, regulamentos políticos ambíguos e assistência médica de alta qualidade, tornando-o o “destino do juízo final” para os ricos investidores de Silicon Valley.

“O meu receio era que fosse agora ou nunca, quando pensava que poderiam começar a fechar fronteiras”, disse Mihai Dinulescu, fundador de uma startup de criptomoedas, à Bloomberg, um dos empresários que viajaram para a Nova Zelândia. “Tive uma sensação muito emocionante de que precisávamos de ir“.

Gary Lynch, diretor geral da fabricante de bunkers Rising S Co., disse à Bloomberg que tem visto muito interesse de clientes ricos desde que as notícias sobre a pandemia começaram a ser divulgadas.

Lynch contou mesmo que recebeu uma chamada de um empresário de Silicon Valley que se tinha esquecido de como se abria a porta secreta do seu bunker multimilionário na Nova Zelândia. O empresário nunca o tinha usado antes, mas achava que era a hora certa.

“Ele foi para a Nova Zelândia para escapar de tudo o que está a aconteceu”, disse Lynch. “Até onde eu sei, ainda lá está”.

A Nova Zelândia foi recentemente elogiada pela sua abordagem rigorosa no combate ao novo coronavírus. A primeira-ministra, Jacinda Ardern, colocou o país de quarentena obrigatória durante quatro semanas. A Nova Zelândia registou um total de 1.445 casos e 13 mortes por covid-19.

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