Um número crescente de mulheres tem vindo a denunciar casos de abuso durante o trabalho de parto. No entanto, pouco está a ser feito para mudar isto.
Durante o parto, as mulheres ficam numa posição vulnerável em que, por vezes, não conseguem controlar a situação, mesmo que vá contra as suas intenções. Um número crescente de mulheres tem vindo a denunciar abusos obstetras, incluindo cirurgias, medicação e procedimentos médicos que não consentiram.
Num dos casos, noticiado pela VICE, uma mulher diz que as enfermeiras recusaram-se a retirar as mãos de dentro dela enquanto faziam um exame vaginal extremamente doloroso.
Contra a sua vontade, alega que lhe foi administrado um medicamento para ajudar a induzir o trabalho de parto. Também não a deixaram beber água ou sair da cama, nem para ir à casa de banho. Além disso, o médico gritou com a mulher várias vezes e começou a pressionar violentamente a sua vagina enquanto ela fazia força.
“Durante o parto, senti-me a sair do meu corpo. Nunca fui violada, mas sei o que as vítimas de violação querem dizer quando mencionam isto. Eu realmente não estava lá. Por fim, ouvi um choro e pensei: ‘Oh, deve ser o meu bebé'”, explicou.
Depois do parto, a recém-mãe fez uma queixa ao hospital e, só dois meses depois, recebeu uma carta com a resposta. Na carta, o centro hospitalar disse estar “verdadeiramente arrependido” e que os funcionários médicos iam receber formação sobre consentimento e atendimento ao cliente. Não foi mencionada qualquer tipo de ação disciplinar.
Casos com estar têm vindo a ser denunciados com mais frequência nos Estados Unidos, com as mulheres a perderem o medo e a fazerem-se ouvir. Muitas delas acabam com stress pós-parto, que pode demorar a recuperar.
No entanto, muitas mulheres que passam por isto durante a gravidez — e que eventualmente fazem queixa ao hospital —, mostram-se céticas quanto ao facto de as suas reclamações produzirem algum tipo de efeito. O número de casos como o retratado pela VICE continua a aumentar e pouco tem sido feito para mudar este panorama.
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América!!
Só faltou esse "pequeno" pormenor no título!...