Uma mulher de 33 anos foi obrigada a espremer leite dos seios, no Aeroporto de Frankfurt, na Alemanha, para provar que estava a amamentar. Um episódio “humilhante” e “muito traumatizante”, conta a cidadã de Singapura.
Gestora de uma empresa de transportes e mãe de um filho de três anos e de um bebé de sete meses, Gayathiri Bose viajava rumo a Paris quando foi travada pelas autoridades policiais do Aeroporto de Frankfurt que levantaram suspeitas por causa da bomba tira-leite que levava na mala de mão.
Em declarações à BBC, Bose conta que a polícia ficou desconfiada quando detectou a bomba tira-leite, no controlo de bagagens, e uma vez que viajava sem o filho bebé.
A mulher diz que foi abordada com “um tom incrédulo” e que os agentes a levaram para uma sala à parte, onde foi questionada por uma polícia mulher que lhe terá pedido para provar que estava a amamentar.
“Ela pediu-me para abrir a minha blusa e para lhe mostrar o peito”, conta na BBC, referindo que, depois, lhe pediu para “mostrar com a mão” que tinha mesmo leite.
Gayathiri Bose diz que “estava em choque” e que, como teve medo do que lhe podia acontecer, acedeu ao pedido da polícia.
“Foi só quando saí da sala que comecei a perceber, lentamente, o que tinha acontecido. Comecei a chorar, fiquei muito incomodada“, diz a mulher.
Depois, as autoridades ainda analisaram a bomba tira-leite, antes de lhe entregarem o passaporte de volta e de lhe permitirem embarcar para Paris. Um episódio “humilhante” e “muito traumatizante”, confessa esta mãe.
“Eu respeito a necessidade de confirmação de segurança de itens que possam parecer suspeitos, mas ultrajar a modéstia de uma pessoa é definitivamente ultrapassar a linha”, desabafa.
As autoridades alemãs não comentam a situação concreta, mas alegam que este tipo de procedimentos não é “claramente” rotina habitual, numa altura em que os controles nos aeroportos são mais apertados, por causa do terrorismo.
Entretanto, Bose está a equacionar apresentar queixa contra a polícia alemã.
[sc name=”assina” by=”SV, ZAP” source=”” ]
Infelizmente pelo pecador, paga o justo... Fico contente por pensar que quando ando de avião as coisas são mais seguras que seriam se atendêssemos a todo o tipo de preconceitos e mimalhices que só servem para abrir a porta a oportunistas que não terão consideração nenhuma na hora de nos matar.
Apoio inclusivamente que se faça disto notícia para que uma qualquer terrorista não se lembre de levar uma bomba dentro de uma bomba de tirar o leite