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A mulher de Carlos Santos Silva, o empresário suspeito de ser o principal testa-de-ferro de José Sócrates, terá denunciado detalhes comprometedores sobre o antigo primeiro-ministro em conversas telefónicas que foram gravadas, no âmbito da Operação Marquês.
O Correio da Manhã (CM) teve acesso à transcrição de algumas destas gravações telefónicas que denotam que a mulher de Santos Silva, Inês do Rosário, receava que o marido estivesse a ser alvo de “alguma chantagem” por parte de Sócrates.
Essa ideia fica patente numa conversa telefónica entre Inês do Rosário e uma amiga, registada a 21 de Novembro de 2014, o dia em que Sócrates foi detido no aeroporto de Lisboa.
“”Inês [do Rosário] questiona se aquele “f**** da p***” fez alguma chantagem com Carlos, que é só nisso que pensa… que não compreende… que estúpidos.. que Carlos não é assim, que é um gajo com valores”, terá dito a mulher do empresário, segundo a transcrição da escuta da Operação Marquês citada pelo CM.
O CM cita ainda uma escuta gravada no dia da detenção de Sócrates entre Inês do Rosário e Fernanda Câncio, ex-namorada do antigo primeiro-ministro, onde a primeira “comenta” que “”aquele gajo” ia ser a cruz deles até ao fim””.
Nessa mesma conversa, as duas mulheres “falam de João Perna e ambas concordam que era um “pombo-correio”“. “Inês diz que já tinha percebido que passavam dinheiro para a conta de João para fazer pagamentos … e que era assim que pagava às gajas
“, segundo a transcrição divulgada pelo CM.Noutra conversa telefónica da mulher de Santos Silva interceptada na Operação Marquês, dois dias depois da detenção do ex-primeiro-ministro, ela “chora” e diz a uma amiga que “agora acabou o martírio Sócrates, que começou outro”. “Inês diz que quer ficar longe de José Sócrates, que ele estragou a vida dela” e que “acha que ele devia ameaçar o Carlos”, pois “não entende porque é que Carlos se baixava àquele homem”, refere ainda, segundo a transcrição citada.
O Ministério Público (MP) suspeita que Santos Silva guardou milhões de euros que, na verdade, pertenceriam a José Sócrates. Esse dinheiro respeitaria a alegadas “luvas” de 34 milhões de euros que terão sido supostamente pagas ao antigo primeiro-ministro.
Santos Silva e a mulher terão entregue, entre 2012 e 2014, cerca de 1,16 milhões de euros a Sócrates em numerário, de acordo com a tese do MP.
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Este canalha do sócrates é um reles vigarista,que começou na falsificação do curso até à corrupção .Um canalha da pior espécie.