Tiago Petinga / Lusa

Cláudia Simões, a mulher que apresentou uma denúncia contra um polícia que a terá detido violentamente, no domingo, na Amadora, foi constituída arguida.

De acordo com a Lusa, que cita a PSP, a mulher que diz ter sido brutalmente agredida por um agente ficou ainda sujeita à medida de coação de termo de identidade e residência.

Presente a um juiz de instrução criminal, a mulher ficou indiciada do crime de resistência e coação sobre agente da autoridade, enquanto o polícia envolvido “não foi constituído arguido”, adiantou fonte da Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública.

“O caso transitou para processo comum [segue para investigação]”, disse fonte policial à Lusa, acrescentando que, devido às versões contraditórias da mulher e do polícia, está a decorrer um inquérito para averiguar as circunstâncias da ocorrência.

Neste âmbito, a investigação inclui o interrogatório de todas as pessoas envolvidas, assim como a identificação da “extensão dos ferimentos” da mulher detida e do polícia e quais as mazelas para o futuro, uma vez que foram ambos assistidos no Hospital Fernando da Fonseca, na Amadora.

Em declarações ao semanário Expresso

, Ana Cristina Domingues, advogada de Cláudia Simões, diz que o facto de a sua cliente ter sido constituída arguida é um “mal necessário”.

“Há uma ideia generalizada de que a constituição como arguido é uma coisa negativa mas não o é necessariamente (…) Por exemplo, um arguido tem direito ao silêncio, enquanto se alguém estiver a ser ouvido como testemunha é sempre obrigado a falar. Ser arguido pode ser uma defesa”, explicou a advogada, precisando que a sua cliente estava no Hospital Amadora- Sintra, em Lisboa, quando recebeu o auto de constituição”.

Sindicato espera que agente não tenha “apanhado doenças graves”

A página oficial do Sindicato Unificado da PSP no Facebook publicou esta terça-feira um texto no qual envia “as melhoras ao colega” que interveio “numa ocorrência na Amadora”.

Na publicação, que é acompanhada por algumas fotografias que mostram o “estado” em que terá ficado ao agente após a ocorrência, o sindicato diz ainda esperar que este não tenha apanhado “doenças graves”.

“Foi neste estado que ficou hoje o colega, ao intervir numa ocorrência na Amadora. As melhoras ao colega e espero que as análises sejam todas negativas a doenças graves. Contudo a defesa da cidadã está a começar a ser orquestada pelo ódiomor de brancos. Está tudo bem, não se passa nada”, pode ler-se na publicação.

 

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