O Ministério Público (MP) apresentou recurso da decisão do juiz Ivo Rosa que ordenou a destruição de emails apreendidos ao ex-patrão de José Sócrates na farmacêutica Octapharma, Lalanda e Castro.
O juiz ordenou aos funcionários do Tribunal Central de Instrução Criminal que coloquem as mensagens de correio electrónico de Lalanda e Castro num “envelope lacrado” para que sejam posteriormente eliminadas, como atesta o Público.
“Dado que o correio electrónico em causa não foi indicado como meio de prova [pelo MP]” e visa “pessoas que não são nem nunca foram consideradas suspeitas” no processo, justifica Ivo Rosa.
Os emails envolvem correspondência entre Lalanda e Castro e funcionários da Octapharma que nunca foram visados na Operação Marquês. O ex-patrão de Sócrates na farmacêutica chegou a ser arguido no processo, mas as suspeitas contra ele foram arquivadas
.Ivo Rosa entende, assim, que estes emails devem ser destruídos. Mas o MP contesta a decisão num recurso enviado para o Tribunal da Relação de Lisboa, alegando que a argumentação do juiz “não tem qualquer suporte legal“, como cita o Público.
O MP acusa também Ivo Rosa de pretender influenciar o desenrolar do caso, notando que “a fase de instrução transforma-se numa forma de condicionar a produção de prova em posteriores fases do processo”.
A posição do MP é que os emails só devem ser destruídos após um eventual julgamento e logo que as possíveis condenações transitem em julgado.
[sc name=”assina” by=”ZAP”]
Aqui está a explicação do "conveniente" sorteio de Juízes (à terceira tentativa).
O Juiz Ivo Rosa é o guardião de José Sócrates.
Nem que a vaca tussa, com este Ivo Rosa, Sócrates jamais será condenado.
Talvez se torne mais um "grande amigo" de Sócrates e dos muitos milhões que surripiou.