Daniele Bennati / EPA

No norte de Itália, o motorista de um autocarro sequestrou 51 crianças e os seus acompanhantes, antes de incendiar o veículo. As autoridades italianas acabaram por controlar a situação, sem que se registassem mortos ou ferimentos graves.

O caso desenrolou-se em Milão e lançou o pânico nas crianças que viajavam no autocarro a caminho de um ginásio, na província de Cremona. Aquando da sua detenção, o motorista disse que se tratava de um protesto contra as mortes de migrantes no Mediterrâneo.

O comandante Luca de Marchis, disse à Sky TG24, que o motorista era italiano, de origem senegalesa, nos seus quarenta anos. A agência de notícias italiana Ansa identificou o condutor como sendo Ousseynou Sy.

O motorista ameaçou os passageiros do autocarro, dizendo que “ninguém ia sobreviver“. A Ansa, citou alunos, que diziam que o condutor lhes tirou os telemóveis e ordenou os seus acompanhantes que atassem as mãos das crianças.

Estávamos todos com muito medo porque o motorista esvaziou a bomba de gás no chão do autocarro. Amarrou-nos e levou todos os telemóveis para que não pudéssemos chamar a polícia”, disse um dos estudantes, em declarações à La Repubblica TV.

De acordo com a Time, uma das crianças conseguiu apanhar um dos telemóveis do chão, que foi usado para chamar a polícia. As autoridades disseram que depois de receberem a chamada, preparam bloqueios na rua para intercetarem o autocarro

. Três veículos conseguiram forçá-lo a encostar no rail de segurança.

Quando ameaçado pelas autoridades italianas, o condutor do autocarro acabou por incendiar o veículo usando um isqueiro. Os agentes da polícia partiram as janelas de vidro na parte de trás do autocarro e tiraram todos os passageiros em segurança, sem ferimentos graves, antes que as chamas destruíssem o veículo, disseram as autoridades.

Ousseynou Sy vai agora ser julgado por suspeita de sequestro, tentativa de massacre, incendimento criminoso e por resistência às autoridades. O Ministério Público afirmou que também iria acusá-lo de terrorismo, agravando a situação do italiano de origem senegalesa.

A Ansa informou que Sy, que se tornou cidadão italiano em 2004, tinha sido condenado em 2007 e 2011 por conduzir embriagado e por molestar sexualmente um menor. A Sky TG24 disse que o motorista trabalhava para a empresa de autocarros há 15 anos.

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