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Pierre Moscovici, comissário europeu para os Assuntos Económicos e Financeiros
O comissário europeu dos Assuntos Económicos afirmou, esta terça-feira, em Lisboa que a estratégia de Portugal para resolver o problema do elevado crédito malparado nos bancos “é ambiciosa e vai na direção certa”.
Sem comentar “medidas específicas que estão a ser seguidas pelas autoridades portuguesas”, seja pelo Governo seja pelo banco central, Pierre Moscovici sublinhou que “o rácio dos créditos malparados está a reduzir-se” e isso “é obviamente uma boa notícia”.
“Acho que a estratégia de Portugal em relação ao malparado é ambiciosa e vai na direção certa”, defendeu o comissário francês em conferência de imprensa hoje em Lisboa, depois de se ter reunido com o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, e com a administradora do banco central Elisa Ferreira.
Moscovici disse ainda que “a Comissão Europeia deve pensar numa maneira europeia de lidar com os créditos malparados”, porque este “não é só um problema português, nem é sobretudo um problema português, é um problema europeu”.
O comissário europeu dos Assuntos Económicos e Financeiros afirmou que, na reunião desta manhã com os dois responsáveis do Banco de Portugal, “não houve nenhum debate sobre um ‘banco mau’, considerando que foram “conversações muito positivas” que o convenceram de que as autoridades portuguesas têm “vontade de resolver este problema e de seguir uma estratégia ambiciosa“.
Referindo que desde a última visita, em fevereiro do ano passado, “o progresso de Portugal é muito impressionante”, o responsável europeu disse que se prevê que o défice seja de 1,8% este ano e que o crescimento económico “ficará provavelmente acima de 2,5%
este ano”.Nas previsões da primavera, a Comissão Europeia tinha melhorado as suas projeções antecipando que o Produto Interno Bruto (PIB) crescesse 1,8% este ano e que o défice orçamental se reduzisse também para os 1,8% do PIB.
Os desafios agora são “continuar a reduzir o défice” e “prosseguir a consolidação do défice estrutural” (que exclui as variações do ciclo económico e as medidas temporárias).
Na frente económica, a prioridade deve ser “transformar esta recuperação num crescimento duradouro”, o que Moscovici considerou “ser possível”, tendo em conta “a quantidade e a qualidade das exportações, o regresso do investimento e a explosão do turismo” e também o facto de “a zona euro estar a ficar mais forte”.
“Estou otimista, estou impressionado. Os sinais de que a economia portuguesa está numa situação sólida são muito fortes”, afirmou Moscovici, acrescentando no entanto que “estes esforços têm de ser continuados” e que é preciso, por exemplo, “resolver o problema das desigualdades”.
[sc name=”assina” by=”ZAP” url=”” source=”Lusa” ]
Pois, a "economia portuguesa está sólida", a vida dos portugueses é que está cada vez mais periclitante, em parte devido às taxas, taxinhas e ao brutal aumento dos impostos com habitação e combustíveis.