António Cotrim / Lusa
O ex-presidente da República e ex-líder do PS, Mário Soares
O antigo Presidente da República faleceu este sábado no hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, onde estava internado desde dezembro passado.
Mário Soares encontrava-se internado desde o dia 13 de dezembro, tendo sido transferido no dia 22 dos Cuidados Intensivos para a “unidade de internamento em regime reservado” do Hospital da Cruz Vermelha, depois de sinais de melhoria do estado de saúde.
No entanto, na véspera de Natal, um agravamento súbito da situação clínica obrigou ao regresso do antigo chefe de Estado à Unidade dos Cuidados Intensivos.
No dia 31 de dezembro, dia da última atualização feita pelo hospital sobre o seu estado de saúde, Mário Soares continuava em “coma profundo”, mas “estável e com parâmetros vitais normais”.
De acordo com o diretor clínico do Hospital da Cruz Vermelha, Manuel Pedro Magalhães, o ex-Presidente da República faleceu este sábado, às 15h28m, aos 92 anos de idade, na “presença constante” dos seus filhos, Isabel e João Soares.
Mário Alberto Nobre Lopes Soares nasceu a 7 de dezembro de 1924, na cidade de Lisboa, tendo estado omnipresente na vida pública do país, tanto nas décadas anteriores à revolução de 25 de Abril de 1974, como nos primeiros 40 anos da democracia portuguesa.
Licenciou-se na Universidade de Lisboa, primeiro em Ciências Histórico-Filosóficas, em 1951, e depois em Direito, no ano de 1957. Desempenhou os mais altos cargos em Portugal e a sua vida confunde-se com a própria história da democracia: combateu a ditadura, foi fundador do PS e Presidente da República.
Preso político e posteriormente exilado em São Tomé e Príncipe e em França durante a ditadura, Soares regressou “em ombros” à sua pátria em 1974 para desempenhar as pastas dos Negócios Estrangeiros dos primeiros governos provisórios, liderar os I, II e IX Governos Constitucionais (1976-78 e 1983-85), até chegar à Presidência da República
, no Palácio de Belém, onde ficaria por dois mandatos (1986-1996).Foi o responsável por pedir a adesão à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e a assinar o respetivo tratado, em 1985.
Reações à sua morte
Marcelo Rebelo de Sousa já reagiu à morte do ex-Presidente da República, em declarações a partir do Palácio de Belém.
O Presidente da República recordou Soares como “um lutador pela liberdade” e prometeu que o seu legado vai ser honrado, “um combate que iremos vencer, dele nunca desistiremos, tal como Mário Soares nunca desistiu de um Portugal diferente, Europa livre no que era decisivo foi sempre vencedor“.
António Costa, que está numa visita de seis dias à Índia, teve conhecimento da morte do histórico socialista em Nova Deli. O primeiro-ministro deixou os seus pêsames à família mas anunciou que não vai cancelar a visita de Estado.
“Perdemos hoje aquele que tantas vezes foi o rosto e voz da nossa liberdade. (…) Ser-lhe-emos eternamente gratos”, afirmou
“Estando em visita de Estado não poderei estar pessoalmente presente. Mas à Isabel, ao João e aos netos expresso um grande abraço e uma gratitude e saudade que será sempre eterna”, concluiu.
Costa anunciou que vão ser decretados três dias de luto nacional e que serão prestadas “honras de funeral de Estado”.
[sc name=”assina” by=”ZAP” source=”Lusa” ]
Amar a liberdade e a democracia é algo que só entende quem não viveu num regime ditatorial, ou viveu mas, porque era bufo, pide, ferveroso adepto de um regime opressivo ou amiguinho do regime, andou décadas a encher o KÚ á grande, se tornou egoísta e possuidor de SOBERBA bastante para não entender o sofrimento, no sentido literal da palavra, de muitos outros seres humanos, por acaso, seus compatriotas.
Mario Soares foi, entre muitos, justiça seja feita, um defensor da liberdade e da democracia. Um defensor, portanto, do fim do sofrimento moral, fisico e intelectual da maioria dos portugueses. Claro que nisto, quem deixou de encher o KÚ o criticam, numa manifestação de egoísmo, do mais hediondo e nojento, que existe.
Para esta gentalha nojenta, recordo que Mario Soares foi elemento chave para lhes safar a vida. Muita desta gentinha nojenta esqueceu-se que, no período "quente" em que estivemos á beira de virar completamente á esquerda, entrando num regime totalitário que, na prática, seria uma ditadura de esquerda e na qual, no "plano" desenhado, estava o fuzilamento em massa de adeptos do regime de Salazar, empresários, etc, no Campo Pequeno. Foi este homem, curiosamente ateu, que defendeu mais do que ninguém, a vida humana, dos seus opositores e carcereiros, e os convidou a integrar uma nova sociedade, livre de opressões. Com o seu bom senso, paixào pela liberdade e democracia deu um decisivo contributo e moveu "montanhas" que culminaram na célebre Alameda. Muitas pessoas, estas sim, pessoas honestas e sérias nas suas análises, que viveram em Africa, que perderam património, tornaram-se amigas dele porque tiveram a inteligência de perceber aquele homem, que cometeu erros, como qualquer um de nós, designadamente na descolonização, mas que, além das pressões internas e externas, defendia um País onde todos somos portugueses, todos temos direito á liberdade ( nem que seja para dizer baboseiras egoístas como este Valter), para empreender, criar empresas, e viver com um minimo de dignidade. Estas pessoas, inteligentes e humanas, retornadas de Africa, demonstraram compreender que, apesar deterem perdido património outros portugueses/as perderam um bem maior, os seu maridos, filhos e pais. No meu caso, perdi o meu pai nessa guerra, ainda muito pequeno fiquei orfão.
A democracia e liberdade, trouxe-me a possibilidade de me desenvolver, de estudar, de me licenciar e me doutorar, de criar a minha empresa e gerar postos de trabalho, contribuir e trazer riqueza para o meu País e bem estar social aos meus colaboradores ( porque exporto a maioria do que produzimos e gosto de pagar bem aos meus colaboradores, piis eles merecem, sentem-se respeitados e motivados). No tempo de Salazar, ou melhor, do " VALTER" , sem pai, de origens humildes, não sendo bufo nem beneficiado do regime, como seria.
Li o que este senhor "Valter" escreveu relativamente ao seu "opositor" neste debate. Confesso que me ri, quando critica o outro comentador por aparecer incógnito, como se aparecer "Valter" não fosse igualmente incógnito. Acha que é por pôr lá um nome a fazer de nick, que deixa de ser incógnito? Tenha juizo!